app-icon

Baixe o nosso app Gazeta de Alagoas de graça!

Baixar
Nº 0
Política Delegado Gustavo Vianna lembra que Alagoas está muito próximo do polígono da maconha

PF APREENDE R$ 19 MI EM COCAÍNA, MACONHA, PASTA BASE E ECSTASY

Serviço de inteligência redobra a vigilância no aeroporto Zumbi dos Palmares para evitar a rota do tráfico internacional de entorpecentes

Por arnaldo ferreira | Edição do dia 17/07/2021 - Matéria atualizada em 16/07/2021 às 20h51

Delegado Gustavo Vianna lembra que Alagoas está muito próximo do polígono da maconha

No combate ao tráfico de drogas, a Polícia Federal mantém operações fortes, constantes e conseguiu apreender em Alagoas em 2020 e 2021 até junho 569,7 quilos de cocaína; maconha, 57,5 quilos; pasta base, 10,8 quilos; ecstasy, 132 comprimidos. O foco principal da Polícia Federal na repressão ao tráfico deixou de ser a simples apreensão de drogas com a prisão de motoristas de caminhão ou das conhecidas “mulas do tráfico”. Causaram prejuízos para as quadrilhas que representam R$ 19 milhões em drogas apreendidas e o foco é a descapitalização do crime organizado, com o sequestro de bens e bloqueio de valores das organizações, desmantelando toda a rede que envolve o tráfico de drogas. Alagoas está na rota do tráfico de drogas no País. Além do tráfico do mercado consumidor nos 102 municípios, o estado tem uma posição estratégica entre os distribuidores do Sudeste e de metrópoles no Nordeste, como Recife (PE) e Fortaleza (CE). Um dos fatores que contribuem são as rodovias federais que interligam a região às outras do País. Estas são algumas das conclusões do chefe da Delegacia Regional de Investigação e Combate ao Crime Organizado da Polícia Federal de Alagoas, delegado Gustavo Vianna Gatto, ao lembrar que “Alagoas está muito próximo do polígono da maconha”.

As estradas são rotas para o escoamento da droga produzida no polígono, que fica em Pernambuco. A Polícia Federal frequentemente realiza operações de combate ao tráfico nas rodovias do Estado, que ficam na divisa com Sergipe, Bahia e Pernambuco. O sertão é alvo de atenção especial.

A inteligência da Delegacia Regional de Investigação e Combate ao Crime Organizado trabalha para tentar evitar que Alagoas se estabeleça também como rota do tráfico internacional de drogas. As atenções se voltam para o Aeroporto Zumbi dos Palmares, que passou a receber voos regulares da Europa. A população pode ajudar a Polícia Federal no combate ao tráfico. O delegado Gustavo Viana considera como muito importante a colaboração das pessoas. “Elas são nossos olhos nas ruas”. Destaca ainda que a outra forma de conter o tráfico “é deixando de ser um financiador, adquirindo drogas”. Lembrou que “aquele baseado de maconha inofensivo financia uma rede de violência, homicídio, tráfico de armas de fogo, crimes hediondos e gravíssimos, propulsores destes índices terríveis de violência urbana”. A segunda forma de ajudar é com informações sobre tráfico de drogas nas ruas, bairros, academias e nas baladas. A Polícia Federal recebe as informações pelo Serviço de Plantão da PF no Estado, pelo telefone (82) 3216.6767. O Chefe da Delegacia Regional de Investigação e Combate ao Crime Organizado da Polícia Federal, Gustavo Viana Gatto, é graduado em Direito pela Universidade Federal de Alagoas, pós-graduado em Política e Estratégia pela ADESG/AL e, também, em Direito de Polícia Judiciária pela Academia Nacional de Polícia. Desde 2006 é delegado da PF, chefiou diversas delegacias especializadas nas Superintendências da PF em Rondônia, Alagoas e coordenador de segurança pública para grandes eventos durante a Copa do Mundo (FIFA) 2014 e os Jogos Olímpicos RIO 2016.

A polícia estadual também compõe o esforço de conter a movimentação do crime organizado. Segundo a assessoria de comunicação da Secretaria de Estado da Segurança Pública (SSP), em 2020 foram apreendidas pelas forças policiais 2.563,58 quilos de drogas. No período de janeiro a junho deste ano, mais 2.394,84 quilos de drogas. Ainda de acordo com setores de inteligência da SSP, as drogas apreendidas são maconha, cocaína e crack. A maconha representa o maior volume de apreensão feita pela polícia estadual.

Mais matérias
desta edição