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Política Os R$ 5,7 bilhões aprovados para o Fundo Eleitoral de 2022 passou em votação simbólica

BANCADA FEDERAL REAGE A TETO BILIONÁRIO DO FUNDO ELEITORAL

Parlamentares alagoanos apostam no veto do presidente Jair Bolsonaro para evitar gasto de até R$ 5,7 bilhões no pleito de 2022

Por Marcos Rodrigues | Edição do dia 21/07/2021 - Matéria atualizada em 20/07/2021 às 21h40

A repercussão negativa entre a população dos R$ 5,7 bilhões aprovados para o Fundo Eleitoral de 2022, em votação simbólica no Congresso Nacional - que reúne Câmara dos Deputados e Senado Federal - foi a mesma de parte da bancada federal alagoana. Alguns, inclusive, utilizaram as redes sociais para se manifestar contrário ao valor e até esclarecer votos. Foi o caso da coordenadora da bancada federal alagoana, deputada Tereza Nelma (PSDB), ela esclareceu que não houve voto direto na proposta, mas sim de forma simbólica sem o voto individualizado. A manobra regimental ocorreu após a aprovação Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO)."Sou contra o Fundão e votei a favor da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) e pela aprovação do destaque apresentado pelo partido Novo que tentava retirar o Fundão do texto. O destaque foi votado após aprovação do texto-base da LDO. A tentativa de retirar o Fundão foi rejeitada em votação simbólica, ou seja, sem cada deputado registrar seu voto", disse Tereza. Segundo explicou uma matéria com esse nível de impacto tinha que ser amplamente debatida, em especial por conta da situação porque passa o país. A parlamentar não é contra o financiamento público, mas considera que em função de sair dos cofres do país precisava ser melhor avaliada. "O financiamento privado das campanhas eleitorais é uma deformação e só favorece a corrupção", justificou a tucana. A aprovação dos quase seis bilhões aumentou em 185% o valor do fundo gasto em 2020 quando os partidos contaram com R$ 2 bilhões eleitorais para realizar as eleições municipais com um número muito maior de candidatos. O texto segue, agora, para a sansão do presidente Jair Bolsonaro. Na segunda-feira, em sua primeira entrevista após deixar o hospital onde tratou uma obstrução intestinal, ele antecipou que irá vetar o valor aprovado "em respeito ao trabalhador do país".Sua posição foi repercutida nas redes sociais do deputado Pedro Vilela (PSDB), que também se manifestou contrário ao valor elevado do que foi aprovado. De acordo com sua justificativa espera que, de fato, o presidente vete o texto pois quando ele voltar para ser reapreciado no congresso irá votar pela manutenção do veto." Caso confirmado o veto presidencial, ele será submetido ao Congresso Nacional por votação nominal e, como deixei claro desde a votação da LDO, votarei para manter o veto e impedir esse aumento do Fundo Eleitoral", antecipou Vilela. No Senado Federal, Rodrigo Cunha (PSDB) também defendeu o veto da matéria. A triplicação dos valores do "fundão" como é chamado pela imprensa, para ele chega a ser desrespeitoso com a situação econômica por que passa o país em função do impacto causado pela pandemia. Cunha lembrou que há matérias de muito mais impacto político e social, com apelo popular, mas que não avançam a exemplo do fim do foro privilegiado que espera há quatro anos para ser votado e a prisão após condenação em 2º instância que está parado numa das comissões da casa." A aprovação de R$ 5,7 bilhões em dinheiro do contribuinte, em plena pandemia, para pagar campanha política é imoral, vergonhosa e lamentável. Impressiona, inclusive, a rapidez com que o Congresso aprovou este aumento do fundo eleitoral de R$ 2 bilhões para R$ 5,7 bilhões. A decisão de quase triplicar o volume de dinheiro público para pagar campanhas no ano que vem foi aprovada em 1 dia. Um absurdo", descreveu Cunha. Para o senador, ao longo do tempo, a doação privada para as campanhas foi se constituindo em "veículo de corrupção". Sem citar nomes ele preferiu enfatizar que apoia o novo modelo com recursos públicos, mas não apoia o valor destinado. "Não demonizo o fundo público, mas sou contra um valor tão alto, tão elevado como o de quase R$ 6 bilhões", reafirmou o senador. 

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