Política
Legendas se articulam em busca de alian�a com PSB
MARCOS RODRIGUES A semana foi de intensa movimentação nos bastidores políticos. Os partidos, cada um a seu modo, se movimentaram com a finalidade de conseguir o apoio do governador Ronaldo Lessa (PSB) para uma aliança rumo à Prefeitura de Maceió, mas na condição de que Lessa indicasse o candidato a vice numa possível chapa de consenso. Incluem-se aí o PSDB, o PT, PPS e até o PTB. Nesse caso o vereador Marcos Vieira, pré-candidato a prefeito, (PSB) seria uma opção como vice. Mas a possibilidade de sair da cabeça da chapa não agradou em nada à prefeita Kátia Born, que ?bateu o pé? em nome de uma candidatura do partido, de preferência a de seu pré-candidato Alberto Sexta-Feira. Nem o nome do senador Teotonio Vilela Filho (PSDB) conseguiu tirar a idéia fixa da prefeita. Do mesmo modo, a conversa que manteve com o governador não mudou sua posição. Lessa tentou mostrar a Kátia que os nomes do partido ainda não decolaram e que uma aliança seria uma alternativa. Como não chegaram a um acordo, passou para o mês de abril a definição dos socialistas. Nesse período, o governador pretende avaliar como se comportam as outras candidaturas. PDT No PDT, partido que tem o líder nas pesquisas, o deputado Cícero Almeida, a novidade da semana foi um almoço com o governador Ronaldo Lessa (PSB). Participaram do encontro o presidente estadual do PDT, Geraldo Sampaio, e o secretário do Trabalho e Renda, Corintho Campelo. Os termos da conversa ainda não foram revelados, mas o prato do dia foi a sucessão municipal. O partido, hoje no governo, já foi oposição. Uma oposição diferente, já que Geraldo Sampaio a iniciou quando ainda era governo no primeiro mandato de Lessa, como vice-governador. Tanto que saiu candidato a governador contra Lessa, mas logo após a eleição, da qual saiu derrotado, voltou ao governo. O detalhe é que se no primeiro mandato o partido foi esquecido pelo governo, agora a situação é diferente. Ou seja, tem poder de barganha política, tanto para os governistas quanto para a oposição. Leia-se, neste caso, a candidatura do industrial e deputado federal João Lyra (PTB). PTB O PTB também não perdeu tempo. Viveu a semana sob os reflexos do encontro nacional da legenda, que atraiu ao Estado quadros nacionais do partido. Estratégia ou não, o fato é que a reunião da Executiva, que contou, inclusive, com a presença do ministro do Turismo Walfrido Mares Guia, serviu para afastar de vez a sombra do ?caso Sílvio Vianna?, que chegou a rondar Lyra durante a fase de julgamento. O impacto político da presença das lideranças do partido serviu, principalmente, para fortalecer o nome de João Lyra rumo à prefeitura. Isso porque o ministro do Turismo chegou a reconhecer o potencial político da capital, num aceno de mais investimentos no setor caso se confirme a vitória de Lyra. Outro detalhe no universo político do encontro foi a presença do deputado federal José Thomaz Nonô. Principalmente porque o seu partido ainda não definiu se terá ou não candidatura própria. O que deixa os pefelistas no leque de alianças possíveis para o PTB. O único e principal empecilho é o fato de o PFL, além de fazer oposição ao governo do Estado, também o faz ao governo federal. O PTB é parte da base de apoio do presidente Lula. Mas essa questão poderá ser resolvida nos próximos meses se Lula liberar sua base, nos estados, para tomar rumos independentes. O detalhe é que a crise envolvendo o ex-assessor da presidência, Waldomiro Diniz, e o ministro José Dirceu fez o governo contabilizar e precisar ainda mais do apoio dos aliados. PMDB O PMDB não avançou sobre qual será sua posição no pleito. A maior liderança do partido, senador Renan Calheiros, ainda não conseguiu conversar com o governador Ronaldo Lessa. Entretanto, nos bastidores políticos comenta-se que Renan gostaria de evitar confrontos com o governador no pleito deste ano em nome do pré-acordo para a sua candidatura ao governo do Estado em 2006. Nesse contexto cresce a simpatia para o nome do senador Téo Vilela (PSDB). Sua candidatura poderia garantir um palanque com PMDB, PSB e os tucanos. Téo, entretanto, ainda não se definiu sobre a disputa, o que só fez aumentar as especulações sobre sua participação ou não na sucessão da prefeita Kátia Born. Os tucanos vivem situação semelhante ao PFL, no que se refere a sua participação no governo estadual, mas com oposição ao federal. No plano local o partido aparece com destaque. Ocupa duas importantes secretarias ou células: Saúde, com Álvaro Machado, e Desenvolvimento Econômico, com o economista Arnóbio Cavalcante. Essa condição parece não ser o principal problema para uma composição com os socialistas, mas sim as indecisões do PSB. O governador terminou a semana definindo uma importante mudança. Deslocou Petrúcio Bandeira do Planejamento Estadual e colocou-o na Secretaria Extraordinária de Articulação Política. Caberá a ele dialogar com todos os partidos da capital e Interior sobre o quadro sucessório deste ano.