Política
Ufal só define aulas presenciais quando estado controlar Covid
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A Universidade Federal de Alagoas (Ufal) ainda não definiu o modelo de ensino na retomada das aulas, mas diz que isso só ocorrerá depois que o estado estiver com o coronavírus sob controle. O Ministério da Educação (MEC) orienta as escolas públicas municipais, estaduais e federais a retomarem as aulas presenciais o mais rápido possível. Um Comitê Técnico em Coronavírus que assessora o reitor Josealdo Tonholo, com especialistas do Hospital Universitário (HU), das áreas de Infectologia, Epidemiologia, de pesquisa de doenças transmissíveis e das áreas de saúde está analisado o cenário da pandemia no estado para encaminhar um relatório ao Conselho Universitário. É o Consuni quem define como será o modelo de retomada das aulas. Ainda não há data definida para a reunião do Conselho, que é a instância maior da universidade. Portanto, o reitor não sabe como retomar as aulas presenciais para os 27 mil alunos matriculados nos 102 cursos. Neste momento, os alunos cursam o ano letivo de 2020 que o próprio MEC autorizou de forma não presencial. As atividades presenciais são nos estágios nas áreas de saúde, no curso de Odontologia e nas atividades laboratoriais dos cursos, principalmente os tecnológicos. Em outubro começa o primeiro período letivo de 2021. Desde o início do ano, os pró-reitores, diretores de Centro e chefes de departamento elaboram a nova grade curricular para os 102 cursos, contemplando disciplinas não presenciais inclusive para cursos tecnológicos e de exatas. O reitor tem dúvida se a maioria dos 27 mil universitários até o início de outubro já tenham tomado as duas doses das vacinas ou a dose única da Janssen. “Quem vai definir o modelo de retomada das aulas deste novo ano letivo é o Conselho Universitário e teremos também a avaliação técnica do Comitê Covid que nos assessora”, frisou Tonholo. Em 16 de março do ano passado, a Ufal foi a primeira instituição de ensino superior federal no País a deliberar pela suspensão das atividades presenciais, isto antes dos governos federal, estaduais e municipais decidirem a suspensão das aulas. A medida foi adotada com base na orientação dos cientistas e especialistas em infectologia da instituição. “Hoje, vejo o cenário da pandemia no Brasil, o de Alagoas e avalio que a decisão amparada na ciência evitou contaminações e mortes de muita gente”, disse o reitor que mandou fazer um levantamento para identificar quantos servidores e estudantes foram contaminados e mortos. “No início da pandemia, a gente tinha sete mil estudantes de outros estados, alguns [estados] com índices críticos de contaminação. Se as aulas não fossem suspensas poderíamos ter agravado o panorama da Covid, que já matou mais de 5,5 mil alagoanos”, avaliou o reitor. Além da contaminação, a pandemia impõe a adoção de novo modelo de ensino daqui para frente. A nova Educação contemplará como ferramenta de ensino a tecnologia da informação para educação pública. Na verdade, a ferramenta está disponível desde 2000. Porém, as escolas municipais, estaduais e federais não prepararam professores e nem adaptaram as salas para o uso de novas tecnologias. As tentativas, no estado, foram tímidas e se resumiam a sala de laboratório. O reitor considera que as novas tecnologias facilitarão o ensino principalmente para estudantes que moram em regiões distantes da capital e das unidades de ensino. “A maioria viaja muitas horas para ficar pouco tempo na universidade e tem que sair correndo para não perder o ônibus de retorno. Com disciplinas não presenciais, o aluno terá melhor aproveitamento e participará de atividades presenciais nas disciplinas que exigem, as atividades de pesquisas, de laboratórios, estágios, entre outras. A gente percebe que inclusive os cursos tecnológicos cabem atividades curriculares não presencias”. O professor Tonholo acredita que a Educação permanecerá tradicional com alguns momentos não presenciais, sem prejuízo acadêmico e com mais vantagens na aprendizagem. O novo modelo de retomada das aulas e da grade curricular também será decidido pelo Consuni, admite o reitor. O ministério da Educação orientou as secretarias de estados e municípios da Educação a retomaram as aulas imediatamente. Na maioria das regiões Entre os estados com muitas dúvidas se destacam. Na rede estadual de Alagoas, os 175 mil alunos matriculados nas 310 escolas de ensino médio retomam a partir do dia 16 de agosto. Conforme o novo secretário de Educação, Rafael Brito, as aulas serão no modelo híbrido, com 50% dos alunos com aulas presenciais, com revezamento. Em Maceió, os 53 mil alunos do ensino fundamental nas 140 escolas retomam dia 23. Do orçamento total da Ufal de R $900 milhões deste ano. Do montante era previsto R $150 milhões de custeio, mas houve um corte de R$42 milhões. O montante é suficiente para chegar até o final de setembro. A partir de outubro, a Ufal vai tentar suplementação de recurso, contingenciar (cortar) mais despesas com serviços prestados na limpeza e segurança patrimonial. O Ministério está discutindo a suplementação orçamentária com a Associação dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior. A uma sinalização otimista do governo federal por conta da arrecadação positiva na economia. “Para fechar o ano com as contas em dia, precisamos que o MEC reponha os R$42 milhões que foram subtraídos do nosso orçamento”. Com este montante, a Ufal empataria com o orçamento do ano passado, quando não estava prevista a excepcionalidade da recessão provocada pela pandemia do coronavírus.