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Ab�lio quer apoio do Judici�rio e�MP para delegados amea�ados

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ARNALDO FERREIRA O governador em exercício Luis Abílio de Sousa Neto (PSB) também reagiu, ontem, às ameaças de morte, descobertas através de escutas telefônicas autorizadas pela Justiça, contra delegados envolvidos na investigação do assassinato do vendedor de jóias José Cerqueira e seu motorista Magelo da Silva, e contra jornalistas da GAZETA DE ALAGOAS que trabalham na cobertura do caso. Como fez o governador Ronaldo Lessa (PSB) antes de viajar para o Rio de Janeiro, Luis Abílio disse não temer as ameaças e pediu apoio do Judiciário e do Ministério Público. Ele quer que as medidas cabíveis para garantir a paz e a segurança de todos sejam tomadas como o caso requer. As ameaças teriam sido feitas pelo policial Jesse James Viana, o ?Neno?, assessor do deputado estadual João Beltrão (PMDB). ?Em Alagoas, não cabe mais este tipo de atuação daqueles que não têm nenhum tipo de ligação com a decência e com a moralidade pública e só têm compromisso com a violência?. Abílio acrescentou que a determinação do governo é de que os crimes sejam investigados. ?As medidas para esclarecer o caso já foram adotadas, atinjam a quem atingirem. A polícia vai até o fim?, garantiu. As autoridades ameaçadas são o delegado de Coruripe, Marcílio Barenco, que investiga o caso, e o diretor do Departamento de Polícia do Interior Mário Jorge Marinho (Depin). A reação do governador em exercício em defesa dos ameaçados aconteceu no final da manhã, antes da solenidade de posse do novo secretário do Planejamento, Márcio Pinto, que assumiu o lugar de Petrúcio Bandeira (empossado na sexta-feira como secretário extraordinário de Articulação Política); e da posse do engenheiro Marcos Carnaúba, que assumiu o lugar de Márcio Pinto na presidência do Instituto de Terras de Alagoas (Iteral). Ainda antes da posse, Abílio confirmou o novo decreto do governo que poderá afastar do serviço público recém-aprovados em concurso que aderirem às greves nas áreas essenciais. ?O decreto tem base na lei de greve e do período probatório. Os espaços de negociações continuam abertos, continuamos conversando com os sindicatos dentro de critérios democráticos. Não é possível que os serviços essenciais, muitas vezes por comando equivocado, parem totalmente e causem prejuízos à população?. Sobre a greve anunciada pelas categorias de servidores públicos que reivindicam audiência com o governo para discutir reajustes salariais, Abílio ressaltou que ?estamos num período de negociação, então vamos continuar negociando?. ?A área econômica está fazendo os cálculos sobre a possibilidade de aumento das categorias. Queremos ter uma conversa objetiva, por isso é preciso um pouco de paciência?. Abílio acredita que até a primeira semana de abril, o governo já terá idéia de sua capacidade de reajuste.

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