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EQUIPAMENTO QUEBRA E PACIENTES FICAM SEM ATENDIMENTO NO HGE

Problema em aparelho do Setor de Cardiologia obriga direção do hospital a transferir parte dos doentes para unidades conveniadas

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Hospital Geral do Estado tem registrado série de problemas nos seus equipamentos, incluindo fogo em ar condicionado
Hospital Geral do Estado tem registrado série de problemas nos seus equipamentos, incluindo fogo em ar condicionado -

O incêndio ocorrido no aparelho de ar-condicionado de uma das enfermarias no Hospital Geral do Estado (HGE) no dia 30 de julho é um dos graves sinais de alerta para a falta de investimentos na manutenção estrutural do maior hospital público “porta aberta” de Alagoas. Os médicos e a direção fazem o que podem. Não conseguem evitar que os danos constantes nas máquinas de tomografia ocorram por conta de problemas no sistema e falhas na alimentação de energia para a unidade. O mais novo problema deixou pacientes cardíacos graves, sem atendimento. O Intensificador de Imagem Hemodinâmica do Arco Cirúrgico, considerado como fundamental para procedimentos cirúrgicos cardiológico, quebrou. Ficou mais de um mês parado. O problema afetou mais de 40 pessoas que buscaram socorro de urgência naquela unidade. Alguns foram remanejados para hospitais conveniados, que não têm capacidade de absorver a demanda diária do HGE. Um dos profissionais do hospital confirmou que o equipamento quebrado é para atendimento de casos de alta complexidade cardiológica e não pode ficar muito tempo parado. Por isso, alguns pacientes tiveram que ser removidos para hospitais de apoio. Os pacientes com problemas cardíacos eram atendidos pela Santa Casa de Misericórdia e outros hospitais. Mas o governo Renan Filho (MDB) suspendeu o contrato com a Santa Casa e montou o setor de Cardiologia no HGE. No entanto, por lá tem problemas nos sistemas hidráulicos e elétricos que preocupam alguns profissionais.

ARCO CIRÚRGICO

A manutenção do equipamento do “Arco Cirúrgico”, como é mais conhecido, é feita por uma empresa do Recife (PE). A reportagem da Gazeta manteve contato com o profissional que atende o HGE, e ele disse por telefone “que não estava autorizado a prestar declarações à imprensa”. Ao ser questionado se o problema tinha sido resolvido, voltou a repetir que “não posso falar sobre o assunto”. Também não respondeu quanto custou o conserto do equipamento e imediatamente desligou a ligação com a reportagem.

A Gazeta teve acesso a informações por intermédio de um dos pacientes que pediu para não ter a identidade revelada. Um parente da “fonte” de informação também revelou que ele [o paciente] teve que ser removido às pressas para um hospital de apoio, onde seria avaliado a necessidade de implantação de um stent cardíaco (uma prótese expansível, em formato de tubo, para manter o fluxo sanguíneo). O problema no equipamento de alta complexidade do HGE foi tratado discretamente, inclusive dentro do hospital. Alguns cirurgiões que trabalham lá não ficaram sabendo do problema. Entretanto, o tema chegou ao conhecimento de alguns parlamentares da bancada governista, que cobraram o conserto do aparelho que ajuda no tratamento e procedimento em pacientes graves. O Conselho Estadual de Saúde não soube do problema. O Sindicato dos Médicos também não foi informado. O presidente do sindicato, cirurgião Marcos Vasconcelos, também é um dos que trabalha no HGE e não sabia que um equipamento importantíssimo e de alta complexidade estava quebrado. Ao ser questionado se equipamentos de alta complexidade no maior hospital de pronto socorro no estado podem ficar mais de um mês quebrado, o líder dos 8 mil médicos alagoanos foi taxativo ao responder que “não. Isto não pode acontecer”. Vasconcelos considerou a situação como “absurda”. Por outro lado, avaliou que “se os pacientes foram removidos para outras unidades capazes de garantir o atendimento, procedimentos, se o problema não congestionou o andamento do fluxo de atendimento, se todos os pacientes foram atendidos e socorridos, tudo bem. Eu espero que isto tenha ocorrido desta maneira”. O médico disse ainda que não recebeu nenhuma queixa de colegas a respeito do “arco cirúrgico” quebrado. O presidente do Sindicato dos Médicos, no início da entrevista, achava que o aparelho de tomografia tinha quebrado novamente. “Como a tomografia é muito usada, tem facilidade de quebrar. Como a manipulação de vários técnicos ocorre o dano técnico e pode passar alguns dias quebrados. Pensei que era isto”.

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CORAÇÃO

O intensificador de Imagem funciona como receptor de radiação emergente do paciente e é componente que diferencia um equipamento fluoroscópico de um radiográfico, permitindo que uma imagem de baixa intensidade seja convertida com elevada intensidade e brilho, transformando fatores de raio “X” em sinal luminoso.

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