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DEPUTADOS ALAGOANOS REJEITAM ‘DISTRITÃO’

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Os parlamentares alagoanos votaram contra a adoção do sistema eleitoral conhecido como ‘distritão’ para escolha deputados federais, deputados estaduais e vereadores. Assim, eles contribuíram para esticar o placar pela rejeição deste destaque à Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 125/2021, que estabelecia a modalidade pela qual seriam eleitos os mais votados em cada estado. Dos 510 votos computados na sessão ordinária da Câmara Federal, nessa quarta-feira (11), 423 deputados votaram ‘não’, ou seja, contra este dispositivo na matéria. Outros 35 optaram pelo ‘sim’ (a favor) e 4 se abstiveram. O placar registrou que um parlamentar não votou e 47 nem compareceram. Entre os que não estavam no plenário durante a análise deste destaque foi o deputado federal Isnaldo Bulhões Jr, líder do MDB na Casa. Os demais seguiram a maioria e rejeitaram o ‘distritão’. O deputado federal Arthur Lira (PP) não vota por ser o presidente da Câmara. A rejeição só foi possível graças a um acordo entre as lideranças, levando em consideração a hipótese real de que a sugestão de se criar o novo sistema eleitoral não passaria no Senado. Analistas acreditavam que a modalidade beneficiaria, apenas, os políticos de carreira, que são mais conhecidos da grande massa, e os que têm mais dinheiro. Eles pensam que o ‘distritão’ também enfraqueceriam os partidos políticos, dificultariam a renovação das casas legislativas e descartaria os efeitos dos votos dados em candidatos que foram derrotados. Por outro lado, o destaque 14 à PEC, que determina a volta das coligações em eleições proporcionais, foi aprovado, com a anuência de todos os deputados alagoanos aptos a votar. As coligações em eleições proporcionais haviam sido extintas em 2017 e passaram a valer nas eleições de 2020. Assim como a cláusula de desempenho, ela contribui para diminuir o número de partidos e fortalecer o sistema representativo.

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