Política
Câmara aprova projeto para divulgar nome e horário do atendimento de médicos de plantão
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A gravidade da denúncia feita pelo deputado Davi Maia (DEM) repercutiu na Câmara Municipal de Maceió, na sessão desta quarta-feira (18). O nome do médico Marcos Ramalho, atual subsecretário de Saúde e diretor do Hospital Metropolitano, não foi citado. Mas o fato de ter sido apontado como detentor de um salário acima dos R$ 70 mil em sucessivos plantões foi usado para justificar um projeto apresentado pelo vereador Leonardo Dias (PSD). Ele quer que as unidades do município publiquem a lista com nome, horário e os dias em que todos os profissionais estejam trabalhando.
"Não sei se o médico denunciado pelo deputado tem ou não culpa, por eu não ter o material usado para a denúncia. Mas tenho hoje uma dificuldade tremenda, ao visitar unidades de saúde, de saber sobre o funcionamento. Quando perguntamos sobre se tem médico, o que ouvimos é que vem duas ou três vezes por semana, pela manhã ou à tarde. E não temos como fiscalizar isso", justificou Dias.
Ele completou dizendo que se o que foi revelado for verdadeiro, é algo muito grave porque a denúncia se baseia na informação de que há suspeita de plantões sucessivos em três lugares ao mesmo tempo. Coincidentemente, o seu projeto de lei para a publicação dos dados entrou na Ordem do Dia para a primeira discussão.
"Temos 69 unidades de saúde e mais os 10 Caps. Então são 79 unidades. Já visitei pouco mais de 40. Não raramente nós não encontramos médicos. Mesmo nas unidades de saúde da família onde o médico tem carga de 40 horas e deveria estar nós não encontramos os médicos. A matéria que foi exposta pelo deputado Davi sirva que eles tenham a consciência que a população precisa ser atendida", detalhou o líder do PSD na casa.
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Depois de sua justificativa, a matéria foi aprovada por unanimidade e pode voltar à pauta na sessão desta quinta-feira, já para a 2ª discussão e encaminhamento para a sanção ou não do preito JHC (PSB).
Comissão
Pela manhã, a Comissão de Educação da Câmara esteve em duas escolas no bairro do Feitosa. O presidente João Catunda (PSD) e o vereador Cal Moreira (PSC) constaram que a Escola Municipal Olavo Bilac tem problemas estruturais com infiltrações, a cisterna com insetos e suspeita de contaminação, salas sem a adaptação, salas sem internet com professores usando o próprio pacote de dados e famílias totalmente desconectadas.
Segundo o vereador Cal Moreira, a realidade é que quando têm celular os pais das crianças não têm internet por conta da condição social afetada pelo desemprego ou baixa renda. Mesmo assim, a unidade aparece na lista das que estão aptas a retomar as atividades na segunda-feira.
Já o vereador João Catunda alertou que a Escola Municipal Dom Hélder Câmara tem condições físicas um pouco melhores, mas também apresenta um problema grave no abastecimento de água. Isto porque também há suspeita de contaminação da cisterna.
Diante desta realidade a comissão avaliou que não há condições para o retorno das aulas de forma híbrida como sugeriu a Secretaria Municipal de Educação (Semed). Todas as dificuldades encontradas pelos parlamentares serão encaminhadas para o órgão.