Política
CORPO DE BOMBEIROS É QUESTIONADO SOBRE SITUAÇÃO DE RAMALHO
Deputado Cabo Bebeto quer saber se sargento que recebe supersalário da Secretaria Estadual de Saúde ainda está na ativa
O deputado Cabo Bebeto (PTC) enviou ofício ao comando-geral do Corpo de Bombeiros Militar de Alagoas, na semana passada, com alguns questionamentos acerca da situação em que se encontra o sargento Marcos André Ramalho na corporação. O militar, atualmente, exerce o cargo de secretário-executivo de Saúde e está sendo alvo de denúncias de recebimento de supersalários, acúmulo ilegal de funções e fraude em escalas de plantão na Secretaria de Estado da Saúde (Sesau).
O parlamentar quer saber se Ramalho está na ativa (continua com todas as prerrogativas de um militar em atuação) ou se já está na condição de inatividade, que, no militarismo, é classificada como reserva remunerada. Caso seja informado que ele está aposentado, Bebeto adianta que pediu ao comandante que informe quando a medida foi tomada.
Além disso, o deputado solicitou a comprovação do trabalho desenvolvido pelo sargento, no âmbito da corporação, nos últimos quatro anos. Para isto, foram requeridos documentos referentes à escala de serviço, com datas e horários equivalentes. Também quer ter conhecimento do período exato que Ramalho está desempenhando funções em outros órgãos públicos, fora do Corpo de Bombeiros.
Bebeto finalizou o documento com pedido de informações acerca do quantitativo de bombeiros militares que foram colocados à disposição da Sesau, do Samu [Serviço de Atendimento Móvel de Urgência] e do Hospital Metropolitano de Maceió. Marcos Ramalho foi diretor-geral do Samu e do Metropolitano.
Segundo o deputado, o militar ainda exerce grande influência nestes locais. “É o primeiro passo para que sejam dirimidas algumas dúvidas que temos. A depender das respostas enviadas pelo comando do Corpo de Bombeiros, vamos pedir mais esclarecimentos ou acionar outros órgãos”, destacou.
À reportagem da Gazeta, a assessoria de comunicação do Corpo de Bombeiros confirmou que a corporação recebeu a demanda do parlamentar e abriu processo para o gabinete do comandante-geral, a quem caberá encaminhar as respostas. Não foi informada a previsão de quando o ofício será devolvido com as informações requeridas pelo deputado Cabo Bebeto.
O CASO
Na semana passada, o deputado Davi Maia (DEM) utilizou a tribuna da Assembleia Legislativa (ALE) e as redes sociais para acusar Marcos Ramalho de receber salário de ‘marajá’, conforme ele mesmo comparou, de acumular cargos de maneira indevida e ter uma jornada de trabalho além da razoabilidade. O sargento Ramalho ainda não se pronunciou sobre o assunto. Já a Sesau, em nota oficial, negou irregularidades nos pagamentos dos profissionais da linha de frente e garantiu que os salários estão compatíveis com o mercado. As demais acusações não foram respondidas pelo órgão. O deputado estadual Davi Maia prometeu levar estas denúncias ao conhecimento dos Ministérios Públicos Estual (MPAL), Federal (MPF) e de Contas (MPC), além da Controladoria Geral da União (CGU) e da Polícia Federal (PF).
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