Política
BOLSONARO ‘QUEBRA PROTOCOLO’ DO DIA DO SOLDADO E NÃO DISCURSA
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Estava tudo pronto para que o presidente Jair Bolsonaro fizesse um discurso no Quartel-General, em Brasília, nesta quarta-feira (25), durante a cerimônia de celebração do Dia do Soldado. Havia inclusive o receio entre militares de que sua fala pudesse inflar ainda mais o momento de turbulência constitucional com algo “fora do tom”.
Mas, assim que começou o evento, os militares foram informados pelo cerimonial da Presidência da República de que Bolsonaro havia decidido não discursar. Nas palavras de alguns fardados ouvidos pela coluna “foi uma surpresa boa”.
Apesar de a fala da “autoridade de maior precedência” estar prevista no protocolo, militares falaram que em outras ocasiões alguns presidentes já abriram mão de discursar em anos anteriores. Ou seja, que “não é incomum ‘quebrar o protocolo’”.
Segundo fontes do Exército, a fala do presidente - que é o chefe Supremo das Forças Armadas - está prevista no protocolo, mas a única coisa que não pode ser de fato alterada é a Ordem do Dia, que é a manifestação do Comandante do Exército.
Militares ouvidos pela coluna afirmam que, mesmo com o receio com o discurso fora do tom, não houve nenhum pedido do Comandante para que Bolsonaro desistisse do discurso, até porque, ressaltam, esse pedido não poderia ser feito. “Certamente, a decisão foi dele”.
Fontes do Ministério da Defesa minimizaram a suposta desistência e afirmaram que o cerimonial sempre prevê a fala de autoridades, mas já havia sido decidido que só o Comandante falaria.
No ano passado, por conta da mesma data, Bolsonaro fez discurso. Na ocasião, citou uma frase do patrono do Exército, Duque de Caxias, e afirmou “sigam-me os que forem brasileiros”.
O presidente também parabenizou aqueles que defendem a Pátria “com o sacrifício da própria vida”.