Política
COMISSÃO POTIGUAR APROVOU A CONVOCAÇÃO DE 21 PESSOAS
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Até agora, a comissão do Legislativo potiguar aprovou a convocação de 21 pessoas para prestar depoimento. Só nove são diretamente ligadas à compra dos respiradores fantasmas. Entre os convocados estão Rui Costa, governador da Bahia e ex-presidente do Consórcio Nordeste, e Carlos Eduardo Gabas, secretário-executivo do colegiado. Dois requerimentos foram apresentados, na Assembleia Legislativa de Alagoas, para que Gabas prestasse esclarecimentos aos deputados, mas nenhum deles vingou, até agora.
No Rio Grande do Norte, o interrogatório do secretário-executivo já tem data marcada: 6 de outubro. Gabas foi intimado e confirmou, à imprensa, que atenderá à convocação por entender que é de total interesse do consórcio explicar como se deu a aquisição dos ventiladores mecânicos.
O depoimento dele é um dos mais aguardados. Até os senadores que integram a CPI da Pandemia no Congresso Nacional tentaram ouvi-lo por considerar este o ponto de partida para investigação sobre a possível malversação no uso de dinheiro público.
Quando ao interrogatório do governador Rui Costa, há um parecer da procuradoria do Legislativo contrária à convocação, mas que não seria “vinculante” e, por isso, a decisão de manter ou não a convocação caberia à CPI. Até o momento, não houve a definição se os membros vão voltar atrás na convocação.
NOMES
Além destes dois nomes, os membros da comissão aprovaram a convocação de Cristiana Prestes Taddeo, proprietária da empresa Hempcare; Luiz Henrique Ramos, sócio da Hempcare; Paulo de Tarso, proprietário da Bioenergy; Bruno Dauster, ex-secretário da Casa Civil da Bahia; Jorio Dauster, irmão do ex-secretário da Casa Civil da Bahia; Carlos Kerbes, sócio do irmão do ex-secretário da Casa Civil da Bahia; e Paulo Moreno, procurador-geral da Bahia. Todos terão que dar explicações sobre o contrato de aquisição dos respiradores fantasmas.
O Consórcio Nordeste, composto por todos os governadores da região, fez a compra de 300 respiradores junto à empresa Hempcare, que seriam distribuídos para todos os estados nordestinos, o que não aconteceu. O calote foi alvo da chamada Operação Ragnarok, da Polícia Civil da Bahia, que custou mais de R$ 48 milhões ao erário, pagos antecipadamente.
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