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ARTICULADOR POLÍTICO DE RENAN FILHO APARECE EM FOLHA PARALELA DA SESAU

Em nova denúncia, deputado Davi Maia aponta o nome de Ademir Cabral como mais um beneficiado por ‘apadrinhamento político’

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Renan Filho ao lado do articulador político Ademir Cabral, que recebe salário da Sesau como linha de frente da saúde
Renan Filho ao lado do articulador político Ademir Cabral, que recebe salário da Sesau como linha de frente da saúde -

O assessor direto com função de articulação política do governador Renan Filho (MDB), Ademir Pereira Cabral, foi acusado, pelo deputado estadual Davi Maia (DEM), de receber salários mensais da Secretaria de Estado da Saúde (Sesau) numa folha que deveria constar, apenas, os servidores que atuam na linha de frente do combate à Covid-19. Na sessão plenária desta quarta-feira (1º), o parlamentar repercutiu as denúncias que tem feito acerca da gestão de Alexandre Ayres na pasta da Saúde. De acordo com ele, o servidor Ademir está lotado, oficialmente, no gabinete do governador, exercendo cargo em comissão de assessor técnico especial de integração. No entanto, o articulador figura na folha denominada IRF (Incentivo Relacionado à Função), destinada, segundo Davi Maia, ao funcionalismo diretamente ligado à pandemia, já que as remunerações são pagas pelo Fundo Estadual de Saúde. A maneira como está ocorrendo estes pagamentos está sendo questionada pelo deputado. Ele acusa a Sesau de manter folhas paralelas e fantasmas para remunerar os apadrinhados políticos do secretário Alexandre Ayres. Ademir, neste caso, seria um dos beneficiados pela ‘bondade’ da gestão da Saúde. “Há uma ação civil pública proposta pelo Ministério Público Federal requerendo a interrupção imediata destas folhas paralelas, mas o que o secretário Alexandre Ayres faz é usar estes mecanismos para engordar o salário dos seus amigos, incluindo servidores que não trabalham na linha de frente do enfrentamento à Covid-19”, disparou o parlamentar. De acordo com Maia, Ademir Cabral nunca deu um dia de serviço na Sesau. Por isso, adiantou que vai encaminhar mais esta denúncia à Comissão de Saúde do Poder Legislativo para que se apure com mais profundidade as possíveis irregularidades. “O secretário não se manifesta, não rebate as denúncias que estamos fazendo, mas continua beneficiando os servidores da sua ‘patota’ em várias folhas salariais. Alexandre Ayres é advogado e deve saber que estas situações incorrem em atos de improbidade administrativa”, avaliou. Ele ainda voltou a mencionar supostas irregularidades nos plantões que estariam sendo cometidas pelo atual secretário-executivo de Saúde de Alagoas, Marcos André Ramalho. Durante a sessão, o parlamentar divulgou que o sargento Ramalho, como é conhecido, estava atendendo uma blogueira, na noite dessa terça-feira (31), em seu consultório médico particular, no mesmo horário em que constava na escala do Hospital Metropolitano.

Outro lado

Em nota, a Sesau informou o seguinte: “A Secretaria de Estado da Saúde esclarece, mais uma vez, que as supostas denúncias proferidas pelo deputado de oposição Davi Maia não correspondem a verdade. Tratam-se de ilações políticas efetuadas com o interesse de criar narrativas perturbadoras ao pleno e eficiente trabalho que realizam todos os profissionais da saúde pública de Alagoas. Sem ter como criticar a construção de hospitais, o combate correto e duro à pandemia, que salvou milhares de vidas, e nem a implantação de uma gestão moderna e transparente que tem melhorado significativamente os serviços de saúde em Alagoas, infelizmente o deputado faz uso de informações incorretas e ofende os profissionais engajados nesse trabalho. Como exemplo da falta de conhecimento do deputado, a tal “folha paralela” citada por ele nada mais é que a folha de gratificação por produtividade paga aos servidores da saúde há mais de 20 anos, uma conquista da categoria respaldada pelo trabalho diário de salvar vidas em Alagoas. Os alagoanos que precisam e usam o SUS em Alagoas sabem o quanto melhorou o atendimento e as condições de trabalho. E os profissionais envolvidos nessa árdua tarefa de bem servir ao povo são devidamente remunerados, sempre dentro do que determina a Lei. Por fim, a Secretaria de Estado da Saúde informa que todas as ações são apuradas por órgãos internos e externos de fiscalização e qualquer desvio de conduta e de recursos públicos sempre foi e será objeto de apuração e reparação rigorosas".

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