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Nº 5717
Política

Comiss�o de Seguran�a da Assembl�ia inocenta delegado de crime de extors�o

A Comissão de Segurança da Assembléia Legislativa do Estado (ALE) vai apresentar dentro de 15 a 20 dias o relatório das investigações sobre a suposta extorsão ao “bicheiro” Plínio Batista, onde aparece como acusado o delgado Gilson Albuquerque. Segundo o

Por | Edição do dia 13/04/2002 - Matéria atualizada em 13/04/2002 às 00h00

A Comissão de Segurança da Assembléia Legislativa do Estado (ALE) vai apresentar dentro de 15 a 20 dias o relatório das investigações sobre a suposta extorsão ao “bicheiro” Plínio Batista, onde aparece como acusado o delgado Gilson Albuquerque. Segundo o relator, deputado Paulo Nunes (PT), não ficou provado o crime de extorsão, uma vez que o próprio denunciante disse não ter pago o que lhe pediram. “Para caracterizar a extorsão precisa haver pagamento. A tentativa de extorsão também exige flagrante”, disse o parlamentar. Tudo o que a Comissão de Segurança conseguiu nas suas apurações foram os depoimentos, onde acusado e acusador tentam desmentir um ao outro. Segundo Nunes, uma fita solicitada à Polícia Militar e que poderia ajudar no esclarecimento, nunca foi enviada. A fita pode ter registrado um encontro de Albuquerque com Batista, durante um almoço, no Restaurante Onde Canta o Sabiá. Teria sido nessa ocasião, segundo o bicheiro, que aconteceu a tentativa de extorqui-lo. O delegado Gilson Albuquerque admite que esteve no restaurante para almoçar, mas nega que tenha ido ao encontro de Batista e que tenha lhe exigido algo. O deputado Paulo Nunes nega que seu relatório esteja inocentando o delegado Gilson Albuquerque, como foi citado por um órgão da imprensa. “Nós vamos pedir à Secretaria de Defesa Social que apure a questão de o delegado estar junto com o bicheiro no restaurante. Isto, no mínimo, é falta de ética, que deve estar previsto no regimento interno da Polícia Civil”, observou. De acordo com o parlamentar, existe um inquérito administrativo em andamento também na Secretaria, que visa apurar o comportamento do acusado. Para apresentar seu relatório, Paulo Nunes espera que a Assembléia Legislativa indique um novo presidente para a Comissão de Justiça, uma vez que o presidente atual, deputado João Beltrão (PSL), encontra-se de licença médica. “Após a indicação, pedirei uma reunião de todos os membros”, afirmou. O relatório deve sugerir à Assembléia Legislativa a abertura de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI), para apurar as denúncias sobre desvio de recursos do Fundo de Reaparelhamento das Polícias (Funerpol). Esta questão também começou a ser investigada na Comissão de Segurança, mas não houve avanços. “Acho que a CPI do Funerpol é muito importante, porque o caso envolve malversação de recursos públicos”, finalizou.

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