app-icon

Baixe o nosso app Gazeta de Alagoas de graça!

Baixar
Nº 0
Política Ação popular argumenta o risco de entrar na PM um candidato ligado ao crime organizado

AÇÃO POPULAR PEDE SUSPENSÃO DO CONCURSO DA PM/AL

Advogado também quer o pagamento de R$ 3 milhões a título de danos morais coletivos após denúncia de fraude na seleção

Por HEBERT BORGES e REGINA CARVALHO | Edição do dia 15/09/2021 - Matéria atualizada em 14/09/2021 às 19h47

Uma ação popular movida por candidatos que fizeram a prova do concurso da Polícia Militar de Alagoas (PMAL), para o cargo de soldado, pede a suspensão do certame após alegar indícios de fraude, como venda de gabarito, por exemplo. O advogado José da Silva Moura Neto pede o pagamento de R$ 3 milhões a título de danos morais coletivos. O advogado afirma que a ação “impugna nesta demanda um ato omissivo do poder público lesivo, buscando a melhoria do quadro de segurança pública, principalmente para melhorar para evitar que criminosos façam parte dos quadros da PM-AL.” Moura Neto diz na ação que “o prosseguimento do certame colocará a execução do serviço público de segurança em xeque, posto que o seguimento do certame colocará dentro do seio da polícia militar do Estado de Alagoas fraudadores de concurso público que, muito provavelmente, estão ligados ao crime organizado.” As suspeitas de fraude no concurso começaram na última sexta-feira (10), quando um homem identificado como Willamys Dias Soares foi preso em Maceió por desacato. Soares teria dito aos policiais, que atenderam uma ocorrência de perturbação de sossego, que estava comemorando a aprovação no concurso da PMAL. Willamys Dias Soares teria acertado 100 questões que marcou na prova do concurso, que tinha 120 ao todo. Soares responde na Justiça alagoana a processos por resistência e posse de drogas. Na ação popular, o advogado argumenta que “o simples risco de entrar na instituição candidato ligado ao crime organizado não pode ser suportado pela população alagoana”. Por isso, a ação pede que seja determinada a rescisão do contrato entre o Estado de Alagoas e o Cebraspe, caso a fraude seja comprovada. Alternativamente, Moura Neto pede que as provas sejam reaplicadas pelo Cebraspe. Por meio de nota, a Secretaria de Estado do Planejamento, Gestão e Patrimônio (Seplag) informou que aguarda o posicionamento do magistrado quanto à ação judicial e reforça que, conforme repassado pela Polícia Civil de Alagoas, até o momento, não há nada de concreto sobre o suposto esquema de fraude no concurso público da Polícia Militar do Estado. A Cebraspe disse que ainda não foi notificada sobre a ação.

COMANDO DA PM

Dias após as denúncias sobre supostas fraudes praticadas no concurso da Polícia Militar, o comando-geral da PM publicou nota, no final da tarde desta terça-feira (14), em suas redes sociais, para dizer que confia nos trabalhos de investigação e que participa apenas da fase de entrega da documentação do certame. “O comandante-geral da Polícia Militar vem a público esclarecer que, diante das informações veiculadas sobre uma possível fraude no concurso público que oferta vagas para soldado e oficial da PMAL, que esta instituição não participa da fase inicial do certame e que a coordenação, elaboração, execução e correções das provas objetivas, bem como exames físicos e psicotécnicos, ficam a cargo e gestão da empresa organizadora, neste caso a Cebraspe”, explica trecho da nota da instituição. De acordo com o Comando-Geral da Polícia Militar, a corporação confia nas investigações conduzidas pela Secretaria de Estado da Segurança Pública (SSP) e pela Polícia Civil e espera que os fatos sejam esclarecidos e resolvidos conforme a legislação em vigor. Com o indício de fraude, candidatos ao cargo de soldado resolveram acionar a justiça para pedir a suspensão do certame. As suspeitas de fraude no concurso público começaram na última sexta-feira (10), quando um homem, identificado como Willamys Dias Soares, foi preso em Maceió por desacato. Ele teria dito aos policiais, que atenderam uma ocorrência de perturbação de sossego, que estava comemorando a aprovação no concurso da PMAL e que teria acertado 100 questões que marcou na prova do concurso, que tinha 120.

Mais matérias
desta edição