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Política

MPF pede anula��o de concurso no Cefet de Palmeira

ARNALDO FERREIRA A Procuradoria da República em Alagoas entrou com uma ação na Justiça Federal requerendo a anulação do concurso público do Centro Federal de Educação Tecnológica (Cefet), de Palmeira dos Índios, realizado no dia 21 de novembro de 2002.

Por | Edição do dia 18/04/2004 - Matéria atualizada em 18/04/2004 às 00h00

ARNALDO FERREIRA A Procuradoria da República em Alagoas entrou com uma ação na Justiça Federal requerendo a anulação do concurso público do Centro Federal de Educação Tecnológica (Cefet), de Palmeira dos Índios, realizado no dia 21 de novembro de 2002. O concurso foi realizado para preenchimento de uma única vaga para professor da disciplina Química, para o Ensino Médio. Os alunos do Cefet de Palmeira estranharam que o professor aprovado não dominava conhecimentos específicos da disciplina e reclamaram. Outro que também protestou foi o segundo colocado no concurso, considerado um especialista na matéria, professor Waldir Ferreira. Inconformado com a sua colocação, o professor imediatamente requisitou cópias das provas corrigidas. “Não foi difícil constatar que o aprovado em primeiro lugar não dominava conhecimentos de Química e sua prova tinha muitos erros de português. Levei o caso ao conhecimento da direção do Cefet e não me deram ouvidos”. A representação foi encaminhada à Justiça Federal com as assinaturas do procurador- chefe da República em Alagoas, Delson Lyra, e da procuradora Nadja Josete de Almeida Rocha. “Depois de analisar as provas e as evidências que nós encaminhamos ao Ministério Público Federal, o procurador da República solicitou a anulação do concurso e a realização imediata de outro concurso. O caso agora está nas mãos da Justiça Federal”, disse o professor Waldir Ferreira, que quer responsabilizar os colegas que corrigiram as provas. “Ou agiram politicamente ou de má-fé. Este tipo de coisa não pode acontecer novamente”, frisou o professor, que há dois anos pede a anulação do concurso e a realização de outro. O processo deu entrada na última sexta-feira no setor de distribuição da Justiça Federal e ainda não há prazo para o julgamento do caso. Ferreira não acusa diretamente a direção do Cefet de Palmeira dos Índios. “Culpado é quem corrigiu as provas e aprovou uma pessoa que não tinha capacidade para lecionar Química para alunos de Ensino Médio”, desabafou o professor.

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