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Davino promete esclarecer crimes de Coruripe e nega press�es na Secretaria

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MARCOS RODRIGUES O secretário de Justiça e Defesa Social, Robervaldo Davino desmentiu ontem que tenha recebido pressões para a divulgação da nota pública em que corrige o local de descoberta dos corpos do vendedor de jóias José Cerqueira e do motorista Majelo da Silva, mortos em Coruripe. ?A nota foi proposta pela própria secretaria, porque temos de continuar trabalhando duro neste e em qualquer caso. Mas se cometemos um erro, é uma questão de justiça assumi-lo. Nosso perito constatou que o local onde os corpos foram encontrados não são terras pertencentes à fazenda do prefeito Joaquim Beltrão. Entendi que valia o esclarecimento porque o nome dele vinha sendo ligado ao caso, mesmo que indiretamente, pela imprensa?, explicou o secretário, por telefone. Correção Segundo as novas informações da perícia, os dois corpos não foram encontrados em terras da Fazenda Limão, mas sim da própria Usina Guaxuma. Sobre a correção, Davino disse que chegou a ?chamar a atenção do perito que divulgou a informação errada?. Esse dado serve apenas para isolar o prefeito Joaquim Beltrão do caso. O suspeito de ter ordenado a morte de Cerqueira e Majelo é o vereador e policial Jesse James, assessor do deputado João Beltrão, irmão do prefeito de Coruripe. Sobre a informação de que estaria sofrendo um processo de ?fritura? dentro da SJDS, Robervaldo Davino disse que isso não procede e que até o momento só tem recomendações para continuar a trabalhar. ?Isso não existe, mas acho que o correto seria perguntar ao governador?, acrescentou o secretário. A informação de que Davino poderia ser substituído surgiu durante a posse do novo secretário de Ressocialização, delegado Valter Gama. A origem dos rumores partiu de delegados que integram os quadros da própria secretaria. Segundo estes, a suposta ?perda de força? de Davino poderia ser confirmada porque ele não teria conseguido emplacar o nome do delegado Roberto Lisboa, atual diretor central de Polícia, para o lugar de Gama. Bastidores Mas o que estaria ?complicando? a continuidade do secretário no cargo, ainda segundo delegados, teriam sido suas críticas ao número de policiais militares à disposição do Palácio. O número, que não foi revelado, estaria comprometendo o efetivo necessário ao policiamento externo, da periferia, do interior e das operações montadas pelas equipes da cúpula da segurança. O governador teria sido comunicado da opinião de Davino. A definição sobre sua permanência ou não ocorrerá, ainda segundo fontes da SJDS, após o retorno de Ronaldo Lessa de Portugal. Pressão Outro detalhe que cerca de especulações sobre a situação de Davino são as ações dos bandidos que têm assaltado bancos no interior do Estado. Segundo fontes da secretaria, os assaltos teriam a participação de policiais civis e militares, e seriam coordenados por delegados que fazem oposição ao secretário. O objetivo seria o de criar uma situação de desestabilização do secretário. Um indício forte, e que reforça essa informação, é o fato de as ações incluírem, além dos assaltos a ?desmoralização de policiais? que atuam nas cidades. Um exemplo foi o que ocorreu em Junqueiro. Além de levarem o dinheiro do banco, os assaltantes prenderam os policiais da cidade dentro da delegacia. O grupo vem pressionando pela saída do delegado do ?Caso Coruripe?, Marcílio Barenco, por ele estar ?avançando demais?, em suas investigações, além de ganhar notoriedade como honesto.

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