Política
GOVERNADOR TEM ATÉ ABRIL PARA DESINCOMPATIBILIZAR
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O deputado Cabo Bebeto (PTC) explicou que se o governador Renan Filho sair para disputar um mandato, ele terá que se desincompatibilizar do cargo seis meses antes do pleito - em abril. Isto não quer dizer que o presidente da ALE, Marcelo Victor, é indicado automaticamente para assumir o governo. “Haverá uma eleição interna para a gente eleger o governador tampão. Se a eleição fosse hoje, o presidente Marcelo Victor seria o nome mais forte. Tem condições e é próximo da unanimidade”.
O deputado Paulo Dantas (MDB), que chegou a ter o nome ventilado como candidato a governador tampão caso haja vacância, adota um discurso moderado. “Primeiro temos que aguardar a posição do governador. Neste momento, precisamos focar nas necessidades de Alagoas, trabalhar para amenizar o sofrimento da população em situação de vulnerabilidade social como consequência da recessão gerada pela pandemia do coronavírus”. Voltou a defender a necessidade de se colocar a digital da população no orçamento estadual do próximo ano, onde o governo privilegia os órgãos estaduais (DER, Secretaria de Estado de Transportes e Desenvolvimento Urbano e Saúde) envolvidos com supostas obras eleitoreiras, como denunciam deputados, entre eles o deputado Davi Maia (Dem). “Vamos deixar a discussão eleitoral para o próximo ano”. Dantas considerou também o nome de Marcelo Victor como o forte. “O presidente do Legislativo conduz a Casa de Tavares Bastos com eficiência, é democrático e terá o apoio da maioria, inclusive o meu”, diz.
O líder do governo na ALe, deputado Silvio Camelo (PV) é comedido e evita falar de futuro na política. “Primeiro, precisamos saber se haverá vacância. Não discuto o futuro do governador”.