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ALE VAI INVESTIGAR DENÚNCIAS DE ASSÉDIO MORAL NO SAMU

Comissão de Direitos Humanos e Segurança Pública apura práticas atribuídas ao secretário-executivo Marcos André Martins Ramalho

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Profissionais que trabalham no Samu denunciam prática de assédio na gestão de Ramalho
Profissionais que trabalham no Samu denunciam prática de assédio na gestão de Ramalho -

A Comissão de Direitos Humanos e Segurança Pública da Assembleia Legislativa de Alagoas (ALE) vai investigar as denúncias de problemas estruturais e administrativos no Samu [Serviço de Atendimento Móvel de Urgência] e de possíveis práticas de assédio moral atribuídas ao secretário-executivo de Ações de Saúde, Marcos André Martins Ramalho. Ele é considerado o braço direito do secretário de Saúde, Alexandre Ayres. O pedido para que o colegiado se debruce nestes relatos foi feito pelo deputado Davi Maia (DEM). A referida comissão é presidida, na Casa de Tavares Bastos, pelo deputado estadual Cabo Bebeto (PTC). O parlamentar adiantou que, assim que receber o requerimento, vai abrir a apuração e revelou que ele mesmo fará a relatoria do caso. Além da investigação neste sentido, Maia solicita a convocação do Sargento Ramalho para que preste esclarecimentos acerca das denúncias e que a comissão envie ao governador Renan Filho (MDB) uma recomendação para que o servidor seja afastado das funções que exerce enquanto os fatos são apurados. O secretário-executivo também é o diretor do Hospital Metropolitano de Maceió. Na tribuna do Parlamento e em um vídeo que publicou no perfil pessoal nas redes sociais, o deputado democrata diz que ouviu relatos de servidores – que não serão identificados por temer represálias – dando conta de uma lista de problemas de ordem administrativa, na estrutura física e de perseguição dentro do Samu. Ele revela que os funcionários informaram carga horária excessiva de trabalho; dificuldade no pagamento de gratificações de salário; ausência de reajustes nos vencimentos; desrespeito deliberado ao piso aplicado para os enfermeiros e auxiliares de enfermagem; problemas técnicos e mecânicos nas ambulâncias do Samu/AL; problemas estruturais nas salas de descanso e de convivência do órgão; possível ausência de Equipamentos de Proteção Individuais (EPIs) adequados para os servidores; e relatos de respiradores em péssimo funcionamento. Quanto ao assédio, Davi Maia apresentou denúncia dos servidores contra Ramalho dando conta deste tipo de prática diária, além de perseguição e exoneração de servidores que denunciem irregularidades. “Há fortes indícios de ilegalidades na gestão da Sesau em relação ao Samu, visto que foram citadas diversas irregularidades na estrutura física do órgão, além de terem sido apontados indícios revoltantes de assédio moral por parte do secretário-executivo. Os servidores apontaram perseguições e atitudes autoritárias contra os funcionários que eventualmente denunciem irregularidades na gestão”, destacou o deputado, no requerimento que apresentou à Comissão de Direitos Humanos. E acrescenta que todas as denúncias reveladas no vídeo que foi gravado pela equipe do gabinete indicam possíveis indícios de atos de improbidade administrativa e de possíveis crimes contra a administração pública e contra a fé pública, sendo justificada a investigação por parte da comissão temática. “As denúncias causam revolta, pois os profissionais da saúde são os pilares no combate à pandemia, principalmente os heróis do Samu. Todavia, o gestor, que é a figura responsável por coordenar e valorizar os profissionais de saúde seria o primeiro a hostilizar e humilhar indivíduos que exercem ofícios tão importantes”, frisou Davi Maia. O deputado Cabo Bebeto informou que a investigação não tem prazo determinado na comissão e, a depender da necessidade, garantiu que vai convidar algumas pessoas para prestar esclarecimentos, dentre elas, o Sargento Ramalho. O secretário-executivo tem sido procurado pela Gazeta para se pronunciar sobre as denúncias, mas não respondeu.

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