Política
BOLSONARO JÁ DESTINOU MAIS DE R$ 10,4 BI PARA AL NA SUA GESTÃO
Visita do presidente ao estado durante o marco dos 1.000 dias de governo sela série de investimentos
O primeiro dia das andanças, pelo Nordeste, do presidente Jair Bolsonaro para celebrar os 1.000 dias de seu governo incluiu Alagoas. Junto aos seus eleitores e aliados políticos do Estado, ele entregou 200 moradias populares, resultado do investimento de R$ 13,6 milhões em Teotonio Vilela. O esforço é para deixar de lado seu jeito pouco ortodoxo de enfrentar as adversidades políticas, e mostrar que há um outro lado, devidamente trabalhado por sua assessoria em diversas áreas: infraestrutura, social e ordem e progresso. Somados a outros investimentos do período, o governo federal liberou para Alagoas R$ 10,47 bilhões. O valor equivale ao orçamento estadual do ano passado.
Esta foi a terceira vez que Bolsonaro esteve no Estado, a segunda em que entregou moradias populares, ajudando a diminuir o deficit habitacional alagoano. Assim como das outras vezes fez questão de apresentar ao povo que acompanhou o evento quem são seus aliados. Por isso, saudou com efusividade o presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (Progressistas), e o senador Fernando Collor (Pros). Além do deputado estadual Cabo Bebeto (PTC) e o vereador Leonardo Dias (PSD).
Num pronunciamento com base na importância da obra, sem polemizar com temas nacionais, Bolsonaro lembrou até que seu pai também recebeu uma casa popular no passado. Ao se referir ao empreendimento da cidade, ele destacou o sentimento das pessoas beneficiadas.
“Eu fico imaginando a alegria dessas pessoas ao receberem as chaves da casa própria, pois quando tinha 30 anos de idade, meu pai recebeu as chaves da sua. Realmente a alegria e o sentimento de garantia é muito grande e isso não tem preço”, falou Bolsonaro.
O senador Fernando Collor também reconheceu que um dos méritos do governo está em ter enfrentado um dos maiores desafios que foi a pandemia que afetou o país e o mundo. “É fato que é mundial, daí o próprio nome. Mas nunca ninguém poderia imaginar que o senhor iria enfrentar uma pandemia de tamanha gravidade e alcance. Nesses mil dias, Vossa Excelência teve que enfrentar uma seca como a 91 anos não se tinha notícia no Brasil”, observou Collor.
Com base em números, o senador alagoano lembrou ainda que, em termos proporcionais, o Brasil é o segundo país no mundo que mais vacinou. E que, naturalmente, isso tem contribuído para a queda dos índices de mortes, infecção e internamento. E o mais importante, fomentando a retomada econômica, já que ela também foi duramente afetada no período mais crítico do coronavírus.
“Nós temos que raciocinar da maneira com que o presidente vem enfrentando os problemas, com destemor e com a certeza e a vontade. Aí está a comprovação disso. Quando surgiu a pandemia, qual a decisão que ele tomou? Foi a de destinar recursos para as camadas mais vulneráveis da população, para não passar mais necessidades. E todos lembram dos R$ 600 reais e agora vem o Auxílio Brasil, que já terá o valor duplicado ao antigo Bolsa Família. Já está nos planos do governo adotar medidas para termos uma cesta básica mais acessível para as pessoas poderem se alimentar”, destacou Collor.
No discurso, o ministro do Desenvolvimento Regional, Rogério Marinho, e Flávia Arruda, ministra-chefe da secretária de Governo, destacaram não só as obras mas como seus impactos sociais. Isto porque com casa própria a renda dos moradores deixa de migrar para o aluguel e se concentra no consumo de alimentos e produtos do comércio.
“A casa não dá apenas dignidade, mas também poder de consumo e ajuda a movimentar a economia local, que é tão importante neste momento em que estamos vencendo a pandemia”, observou Marinho.
A passagem do presidente por Alagoas acumula entregas de obras importantes. Na primeira, entregou a nova ponte que liga Porto Real do Colégio a Propriá, que custou R$ 21 milhões, em Sergipe, para garantir exportação da produção agrícola e diversificar a atividade comercial
Já este ano, em outra rápida visita, foram 500 casas, no Bendito Bentes, que beneficiaram 1.500 famílias no Conjunto Bernardo Oiticica, no valor R$ 40 milhões.