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TÉCNICOS FAZEM NOVA VISITA A ÁREA AFETADA POR MINERAÇÃO DE SALGEMA

Defesa Civil quer checar denúncias da situação dos moradores remanescentes dos Flexais, em Bebedouro

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Região do Flexal de Cima e do Flexal de Baixo são algumas das mais comprometidas com a exploração de salgema
Região do Flexal de Cima e do Flexal de Baixo são algumas das mais comprometidas com a exploração de salgema -

A suspeita do avanço das rachaduras no solo, paredes e os transtornos causados pelos abalos sísmicos da extração de salgema da Braskem motivaram mais uma importante ação da Defesa Civil Municipal. Nesta terça-feira (5), os técnicos irão vasculhar e checar denúncias da situação dos moradores remanescentes dos Flexais, em Bebedouro; no Bom Parto e na Vila Saem. Em todos os casos, as informações são de que os prejuízos se alastram como nas áreas já identificadas nos últimos três anos. O enredo é o mesmo, necessidade de inclusão no plano de evacuação, indenização e cobertura dos custos. Os comerciantes de todas as áreas que ainda resistiram convivem com a queda vertiginosa do movimento. Diferente mesmo é o perfil social. Ao contrário dos moradores do Pinheiro, nas novas áreas os imóveis são mais baratos. Igual aos vizinhos do bairro nobre só o medo de serem abandonados, já que as áreas no entorno se transformaram numa espécie de “cidade fantasma”, engolida pelo mato, a umidade das paredes, proliferação de animais esquecidos e pragas urbanas. Tudo isso é de conhecimento da Defesa Civil, porém, é a análise técnica que irá definir os próximos passos. O coordenador do órgão, professor Aberlardo Nobre, esteve na semana passada na Câmara de Vereadores e revelou que tudo o que foi feito até o momento e os próximos passos ocorrerão com base na ciência, para que todas as ações sejam fundamentadas. “O estudo já está sendo feito, mas com as características do Flexal de Baixo e de Cima não se encontra em outro lugar. Aquela localidade só tem uma passagem que é pela área já relocada. O trabalho está sendo feito e tem que ser muito circunstanciado e não pode ser feito em poucas pessoas e tem que ser compartilhada com outras instituições”, explicou Abelardo em Audiência Pública na Câmara de Vereadores de Maceió. A questão da mobilidade, para quem ainda ficou na região, é um problema grave porque tudo vem sendo afetado ao longo do tempo. Conforme informações dos próprios moradores, não são todos os taxistas e motoristas de aplicativos que querem ir buscar e levar passageiros pelo local ser área de risco geológico, bem como de segurança pela queda do movimento de pessoas. O problema dos Flexais já foi discutido com o Ministério Público Federal (MPF). Segundo Abelardo, tudo foi passado em detalhes e, no momento, se trabalha a busca de uma solução. Ele explicou ainda que o trabalho de inspeção será feito com calma e pode ser monitorado até o final da semana, por conta da necessidade de observação e especificidades de alguma área. Na prática, o levantamento incluirá áreas fora do Mapa 04 de Linhas e Ações Prioritárias.

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