Política
JHC CRITICA RENAN FILHO POR INSISTIR NO REAJUSTE DA CONTA DE ÁGUA
Prefeito de Maceió classifica medida como uma “coleção de absurdos” e diz que acionou a Justiça para impedir aumento
O prefeito de Maceió, JHC, voltou a criticar o governador Renan Filho pelo aumento de 8% na tarifa da água na região metropolitana de Maceió. O gestor municipal disse que já acionou a Justiça para impedir o aumento e, também, multar a Agência Reguladora de Serviços Públicos do Estado de Alagoas (Arsal).
A Arsal, por meio de resolução, publicada nesta quarta-feira (6), autorizou o aumento de mais de 8% nos serviços de água e esgoto de Maceió e 13 municípios da Região Metropolitana. No início de setembro, a Justiça de Alagoas havia concedido uma liminar que suspendia o aumento da conta de água na capital e demais cidades atendidas pela BRK Ambiental em Alagoas. À época, o Procon Maceió também notificou a empresa.
JHC classificou a medida como uma “coleção de absurdos” que prejudica milhares de famílias.
“A coleção de absurdo está ficando grande, mas estamos do lado da população, como todo governante deveria fazer. Já acionamos a Justiça, porque num momento de crise, os maceioenses não podem pagar essa conta. A corda não vai arrebentar do lado mais fraco!”, afirmou, em suas redes sociais.
O senador Fernando Collor também lamentou o reajuste da tarifa, classificando a medida como “absurda”. “ Conte com meu apoio, prefeito JHC”, reagiu o senador nas redes sociais.
REAJUSTE
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A resolução publicada pela Arsal resolve os questionamentos legais apontados na resolução anterior, nº 22/2021, publicada no dia 30 de agosto. A BRK Ambiental explicou que o reajuste visa recompor as perdas inflacionárias dos últimos 12 meses a partir da data da proposta comercial submetida pela BRK Ambiental no leilão da Casal.
Ainda de acordo com a empresa, o reajuste, apesar de aumentar a conta do alagoano, não gera nenhum tipo de ganho real para a nova concessionária, já que a “adequação tarifária leva em conta o INCC (Índice Nacional da Construção Civil) e a evolução dos custos relacionados à energia elétrica, mão de obra e aos produtos químicos, além do custo da água fornecida pela Companhia de Saneamento de Alagoas (Casal), que é responsável pela produção da água distribuída pela BRK em dez cidades alagoanas.”