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CENTRO DE DISTRIBUIÇÃO DE PETRÓLEO NO PORTO AMEAÇA O TURISMO EM AL

Empresários e políticos temem prejuízos ao setor e cobram explicações sobre o empreendimento e plano de segurança em caso de acidentes

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Imagem ilustrativa da imagem CENTRO DE DISTRIBUIÇÃO DE PETRÓLEO NO PORTO AMEAÇA O TURISMO EM AL
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A implantação de um Centro de Distribuição de Petróleo no Porto de Maceió pela iniciativa privada surpreendeu a maioria dos empresários do trade turístico, do Convention & Visitor’s Bureau, prefeitos, parlamentares, ambientalistas e até os jangadeiros da Pajuçara. Todos estão com medo de o porto armazenar petróleo bruto no momento em que o turismo de Alagoas ganha projeção internacional. A maioria dos empresários dos segmentos do turismo desconhece detalhes dessa transação e do plano de segurança em caso de acidentes com os navios que aumentarão o fluxo diário na área portuária. Também não está definido quando começa a armazenagem de petróleo ou os derivados. A administração do porto, a empresa envolvida e setores do governo de Alagoas garantem que, neste momento, o porto servirá apenas de base de suprimentos, de contêineres e de equipamentos para plataformas de 11 poços que ficam a 200 quilômetros da costa de Alagoas. No entanto, o empreendimento gera desconfiança inclusive na Assembleia legislativa e Câmara de Vereadores. O negócio, que conta com investimentos privados, foi confirmado pelo administrador do porto, Dagoberto Omena. A empresa Maceió Offshore Logística (MOL) está se instalando próximo ao terminal de turismo receptivo dos cruzeiros marítimos. Isso fez aumentar as preocupações dos segmentos do turismo. Fontes do palácio do governo confirmaram que a transação começou a ser articulada no ano passado, em reuniões que envolveram as secretarias de Estado de Infraestrutura, de Desenvolvimento Econômico e Turismo, da Fazenda, Planejamento, técnicos do Porto, empresários do setor petrolífero privado e o próprio governador Renan Filho (MDB). O que ficou definido nessas reuniões é que, por enquanto, a MOL vai operar com dois a três navios diários que levarão suprimentos, equipamentos, contêineres e outros suportes para a perfuração de 11 poços de exploração de petróleo que ficam na costa de Alagoas e Sergipe, na região da foz do rio São Francisco. Fontes do governo garantem que a empresa se comprometeu a não estocar petróleo bruto nem derivados no porto de Maceió neste momento. Porém, há indicativos de que, quando os poços começarem a produzir, o local poderá receber petroleiros. Não está claro se haverá tanques para armazenar matéria bruta que será encaminhada de navio para as refinarias de Pernambuco e da Bahia. Em tese, o Porto de Maceió, neste primeiro momento, será um entreposto de equipamentos, de profissionais que trabalharão nas plataformas, ponto de helicópteros, terá mais movimentação de navios e atuará no negócio com contêineres, confirma o secretário de Estado da Fazenda, George Santoro. Mas qual o plano de segurança para a região que fica próxima a rede hoteleira na orla norte da cidade? Da orla sul? Essa é a principal indagação dos empresários ainda sem respostas dos envolvidos na transação. Em caso de acidentes nas plataformas, quais as estratégias para proteger cerca de 250 quilômetros do litoral alagoano, que atualmente é considerado como um dos mais belos do País? Caso esses planos existam, só as equipes técnicas da empresa e do porto de Maceió conhecem. Os empresários do turismo que estão fazendo altos investimentos desconhecem a nova tendência econômica do Porto, que não está ligada às vocações produtivas de Alagoas, que explora gás em terra, sal-gema, minerais, os derivados da cana-de-açúcar, da pecuária, turismo e utiliza o porto como suporte para escoar e receber mercadorias sem comprometer as vocações e negócios.

LEGISLATIVO

A construção da empresa que funcionará como centro de distribuição de petróleo começou a ser discutida nos bastidores da Assembleia Legislativa e da Câmara de Vereadores de Maceió na semana passada, após a divulgação da nova empresa instalada no porto. A maioria dos parlamentares desconhece os detalhes das transações e das operações da MOL. O líder do prefeito de Maceió, Siderlane Mendonça (PSB), por exemplo, como a maioria dos colegas, não esconde que foi surpreendido. “Vamos buscar informações no Porto e com a empresa a respeito desse centro de Distribuição de Petróleo e de serviços para plataformas. Alagoas e particularmente Maceió fizeram investimentos altíssimos no turismo e agora esses investimentos começam a apresentar resultados positivos e não podem ser ameaçados”. O vereador quer saber quais os mecanismos de segurança e como será a operação da empresa e do porto. Na Assembleia Legislativa, também muitas dúvidas. O líder da oposição, deputado Davi Maia (DEM), disse que, como a maioria dos colegas de parlamento e da população, até agora não sabe de nada da nova empresa petrolífera que opera no Porto. Outros parlamentares, como Cabo Bebeto (PTC) e Cibele Moura (PSDB), disseram que estudarão a situação “. Nem o líder do governo, deputado Sílvio Camelo (PV), conhece o tema com profundidade. “O Porto é administração federal, envolve recursos federais e lá estão as respostas que precisamos”, diz ele.

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