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AUDIÊNCIA PÚBLICA DISCUTE SITUAÇÃO DOS BAIRROS AFETADOS

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Lágrimas, protestos, denúncias, cobrança e articulações marcaram a primeira audiência pública da Comissão Especial de Afundamento de Solos dos Bairros presidida pelo vereador Leonardo Dias (PSD), na Câmara Municipal de Maceió. Encontro realizado na semana passada reuniu mais uma vez lideranças, técnicos da CPRM, moradores e comerciantes. As discussões ocorreram por mais de sete horas ininterruptas, com transmissão pela internet. De acordo com Dias, o trabalho da comissão foi prorrogado após o voto favorável de ampla maioria da casa. Em seis meses de apuração, foi possível conhecer a realidade e os impasses que marcam a relação das vítimas sociais e econômicas com a Braskem, responsável pela mineração. “Vivemos um momento diferenciado, em que conseguimos pela primeira vez reunir, além dos afetados, representantes do governo federal. Nós, inclusive, temos feito essa ponte pois entendemos que precisamos contar com esse apoio importante, já que há muita insatisfação”, disse o vereador. “Mas é preciso que se faça uma mediação para chegarmos a uma situação próxima do ideal e que atenda às expectativas. Avaliamos que nesse sentido tivemos avanços, mas ainda falta muito por isso os trabalhos vão continuar”. O vereador avalia que a interlocução feita em Brasília, mas também no Estado, tanto com o governo quanto com a Prefeitura, deve amenizar a dor, mas principalmente, os prejuízos das pessoas. “Não podemos ficar inertes diante do que precisa ser feito. Nossa missão e de todas as autoridades envolvidas é abraçar essa causa, minimizar as consequências, buscar soluções, lutar por justiça. Tudo que fizermos ainda será pouco para consolar essas famílias”. A Braskem não compareceu à audiência, nem os representantes dos ministérios públicos estadual e federal. Com isso, os maiores embates recaíram sobre o Serviço Geológico do Brasil (CPRM). O coordenador executivo do Departamento de Gestão Territorial da CPRM, o geólogo Leandro Galvanese Kuhlmann, explicou questões ligadas ao risco de cada região do mapa e em seu entorno, reforçando que atualmente há equipamentos instalados que podem apontar qualquer tremor, ainda que pequeno, nos pontos críticos. “Tudo que está ao nosso alcance para fazer, que é fornecer estudos científicos das áreas, está sendo feito desde o começo das sondagens”.

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