Política
Confirma��o de T�o pode afastar Sexta da disputa
MARCOS RODRIGUES O anúncio da pré-candidatura do senador Téo Vilela (PSDB) à sucessão da prefeita Kátia Born (PSB) pode afastar definitivamente o nome do pré-candidato Alberto SextaFeira (PSB) da disputa. Tudo por causa do PMDB do senador Renan Calheiros, que vê como unanimidade o nome do tucano. ?Estamos avaliando todos os pontos desse processo. Em todas as discussões considero, sempre, o que é melhor para Maceió?, disse o senador Téo Vilela, afirmando que não existem empecilhos que o tirem do pleito. ?Nenhum impedimento externo me perturba. A única coisa que ainda avalio são os sete anos de Senado que, naturalmente, perderei?, assume o tucano. Sua entrada na disputa é tida por setores do próprio Palácio dos Martírios como sendo uma alternativa para manter a aliança que reelegeu Kátia e Ronaldo Lessa (PSB). Para alguns ?é melhor dividir o poder com um aliado do que arriscar perdê-lo para um opositor?, avaliam. Na sexta-feira, durante a solenidade de entrega de comenda ao ministro de Articulação Política, Aldo Rebelo, o esforço de Téo para estar presente à reunião foi interpretado como um ?claro sinal? de sua disposição para a disputa. Coincidência ou não, Lessa ficou ao lado de Téo e Renan, enquanto Sexta-Feira ficou distante dos ?cochichos?, que dominaram a cena. Trabalho Desde que teve o seu nome confirmado pelo partido, Sexta vem mantendo um ritmo de ?trabalho alucinante?. Mas mesmo que ele admita ser essa sua característica, seus adversários não param de espalhar a informação de que Maceió está sendo ?maquiada? para o pleito. Um deles é o pastor João Luiz, pré-candidato do PMDB. ?Basta ver o que eles fizeram em 2000 quando até o Salgadinho disseram que despoluíram?, relembra. Durante a semana passada, Sexta-Feira, que está como prefeito em exercício, admitiu que se Téo for candidato tomará os cargos que o partido detém na prefeitura. Atualmente os tucanos ocupam cinco secretarias: Urbanismo, Abastecimento, Habitação, de Governo e a Fundação Cultural de Maceió. A divulgação dessa informação foi considerada, no meio político, como uma declaração ?infeliz?. Reta final A confirmação do nome de Téo é dada como certa entre os partidos considerados nanicos. Além disso, do ponto de vista das acomodações, sua saída como candidato viabilizaria a continuidade do mandato de seu suplente, o senador João Tenório. A definição do nome tucano ajuda, também, a organizar o cenário da disputa. E até o PMDB, que ameaça entrar no páreo, mudaria o tom da conversa. Com Téo assumindo a cabeça da chapa, o partido naturalmente assumira as conversas para articular o nome do vice. O próprio vereador João Luiz chegou a admitir essa possibilidade. Para ele não é ?demérito? ser vice, ?desde que se trabalhe?. O pastor está numa disputa virtual com o médico José Wanderley Neto. Mas o anúncio da entrada do partido na briga pela prefeitura foi interpretada como uma ?cortina de fumaça?, para retardar o processo e dar tempo para a decisão final do senador Téo Vilela. Com o cenário definido, caberia ao PSB também lutar pela indicação do vice. Como o partido já tem um nome ? o de Sexta-Feira ? poderia ser uma alternativa. Mas essa saída não agrada a ele, que já é vice. Confusão Mas se por um lado a candidatura de Téo resolve o problema dos aliados do PSB, por outro cria um xadrez político complexo. Isso porque o quadro estaria modificado. Téo é candidato com o apoio de Lessa, que apóia o governo de Lula, ao qual Téo é ferrenho opositor. Os demais partidos, como PT, PPS, PTB e PDT, terão, se confirmadas as expectativas, duas saídas. Ou se unem e compõem um bloco de oposição, ou silenciam e seguem para a composição para não perderem os cargos que ocupam no município. Exceto o PT, que não tem cargos.