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PPS garante que R�gis n�o � candidato a vice

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ARNALDO FERREIRA O presidente do Diretório Municipal do PPS, Juca Carvalho, desmentiu ontem os boatos de bastidores que apontavam o pré-candidato a prefeito de Maceió do partido, ex-deputado Régis Cavalcante, como vice numa suposta composição com o PTB do pré-candidato, deputado federal João Lyra. Também foi cogitada outra suposta composição do PPS com o PT, mas novamente o nome de Régis aparece como vice do pré-candidato petista, deputado Paulo Fernando dos Santos (Paulão). ?Nós não temos candidato a vice para as eleições municipais de Maceió. Régis Cavalcante é o nosso précandidato a prefeito?, afirmou Juca Carvalho. Porém, o presidente do Diretório Municipal não negou que o partido já conversou com o PTB e o PT. ?Nos encontros mantidos com o PTB e com o PT discutimos a possibilidade de alianças. Mas não houve nenhum entendimento para composição à vaga de vice de nenhum dos lados?. Nos encontros, segundo Juca Carvalho, ficou definido que os três partidos vão apresentar candidatos majoritários no primeiro turno. ?Acredito que o partido ou quem está com o seu projeto majoritário articulado e na rua para o primeiro turno, a essa altura do campeonato, dificilmente vai se retirar da disputa. As composições para vice devem vir de partidos que não têm candidato cabeça-de-chapa?, analisou Carvalho ao demonstrar que os projetos de aliança com partidos ?fortes? na disputa majoritária só vão avançar a partir do segundo turno. PTB Os diretórios municipais do PT e do PTB também confirmaram que seus projetos majoritários estão mantidos e sem retrocesso. O deputado João Lyra adiantou que está conversando com partidos e com as lideranças comunitárias visando fortalecer a sua pré-candidatura. ?Ainda não posso dizer que sou candidato, mas quem quiser nos apoiar, estamos abertos para conversar?, disse o précandidato num rápido contato com a GAZETA DE ALAGOAS. Um dos coordenadores da pré-campanha do PTB, ex-deputado João Neto, adiantou que a partir desta segunda-feira o deputado federal retoma sua estratégia de articulação, mantém visitas às lideranças na periferia e volta a conversar com os partidos. João Neto negou, porém, que o PTB esteja em busca de um vice ou trabalhe para ser vice de outro projeto político. ?O PTB tem um pré-candidato majoritário, mas ainda não está em busca de um vice. Muito pelo contrário. Ainda estamos discutindo a possibilidade de coligação com os partidos do nosso leque de aliança?, destacou um dos coordenadores do projeto de João Lyra. PT Já o Partido dos Trabalhadores, sente calado e ?amoado? as repercussões negativas do novo salário mínimo de R$ 260, anunciado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva na última quinta-feira. Os dirigentes mais radicais do partido em Alagoas ? que em anos anteriores ajudaram a organizar manifestações do Primeiro de Maio e contra a política de salário mínimo ? desta vez preferiram desligar seus celulares e sequer rebateram as críticas dos adversários que usaram os programas populares das emissoras de rádio em Maceió para atacar a administração federal. Em Maceió, o presidente do Diretório Estadual do partido e pré-candidato a prefeito, deputado Paulo Fernando dos Santos (Paulão), fez suas últimas aparições públicas, como figurante, durante a visita do ministro de Articulação Política, Aldo Rebelo, na sexta-feira, na sessão especial que aconteceu na Assembléia Legislativa e no canteiro de obras da duplicação do Aeroporto Zumbi dos Palmares. As estrelas dos dois maiores eventos que marcaram o fim de semana político na capital alagoana foram o governador Ronaldo Lessa (PSB) e o senador Teotônio Vilela Filho (PSDB), também pré-candidato a prefeito de Maceió. Os dois não paravam de cochichar durante toda a solenidade. O senador tucano, que faz mistério sobre sua pré-candidatura, por sua vez não desgrudava do também senador Renan Calheiros (líder do PMDB no Senado) que assume abertamente: ?Se Teotonio Vilela for candidato, vou fazer campanha para ele?. Nem no plenário da Assembléia Legislativa, onde o deputado Paulão costuma fazer efusivas defesas do governo Lula, chegou perto para saldar o articulador do presidente da República. Rebelo fez promessas vagas sobre liberação de recursos federais e, ao contrário de Paulão, que não passou de mero espectador, o ministro defendeu a definição do salário mínimo, a política econômica e as relações internacionais mantidas pelo presidente Lula.

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