Política
Estado reconhece drama da escola p�blica
O governo de Alagoas conhece o drama das 400 escolas públicas dos níveis Fundamental e Médio e, particularmente, dos estabelecimentos do Sertão e Agreste, que não têm carteiras para a maioria dos 360 mil alunos, que sofrem com a falta de professores de ciências exatas e são carentes de um meio de transporte seguro para crianças e adolescentes da zona rural. A situação foi revelada pela GAZETA, no último domingo. Ontem, o governador Ronaldo Lessa reafirmou que Educação é prioridade de seu governo e assegurou que reformou a maioria das escolas. ?Faltam carteiras em algumas escolas porque não havia no mercado para vender. Mas nós já estamos repondo?, explicou. Como alternativa para atender às necessidades das escolas, Lessa explicou que mantém um convênio com o orfanato Padre Pinho, que fabrica carteiras escolares. ?Comprar no Padre Pinho é a melhor maneira de deixar o dinheiro aqui e uma forma de evitar que as crianças do Padre Pinho saiam da instituição para pedir esmola?, acredita Lessa, que deu carta branca ao secretário de Educação, Maurício Quintella, para resolver o problema. Com relação à falta de professores, garantiu que ?fiz a minha parte? com a construção e recuperação de escolas, reequipando as unidades de ensino. Lembrou, ainda, que fez concurso para professor e lamentou não ter professores de ciências exatas em número suficiente para atender à demanda do ensino público estadual. ?Isto é o resultado do passado. Nós vivemos esta situação hoje porque tivemos as décadas de 80 e 90 perdidas. Isto fez com que hoje a gente não tenha renovação profissional?, disse o governador, ao lembrar ?a herança maldita?, frase que costumava usar quando assumiu o governo, em 1999, para se referir às administrações anteriores. Para o problema da falta de professores, Lessa disse que pretende resolver como era no passado, quando o Estado contratava professores de licenciatura curta. ?Vamos chamar estudantes de Engenharia, Arquitetura, Biologia, Química, Matemática, línguas, faremos uma seleção para contratar os aprovados para dar aulas nesses setores em que somos carentes?. Porém, lembrou que por se tratar da coisa pública, as soluções são demoradas. ?Mas quero garantir que estamos atravessando as tempestades do passado?. (AF)