Política
Governo admite fracasso do Primeiro Emprego em AL
ARNALDO FERREIRA O programa federal ?Primeiro Emprego? fracassa também em Alagoas: dos 600 novos postos de trabalho previstos para os jovens alagoanos, apenas quatro oportunidades surgiram em um ano. A estatística negativa sobre o andamento do programa, apresentado como a ?menina dos olhos? do presidente Lula, foi revelada ontem, pelo secretário-executivo de Economia Solidária, Trabalho e Renda, Corintho Campelo, e confirmada pelo governador Ronaldo Lessa (PSB). O programa não emplacou no País, particularmente nos estados mais pobres, como Alagoas, que mantém os piores índices sociais, porque os empresários fugiram do excesso de burocracia, acredita o secretário Corintho Campelo. A situação terminou revelando outro dado preocupante para os trabalhadores e para a economia alagoana: o desemprego do mercado formal (aquele para profissionais com carteira assinada) também cresceu. Para se ter uma idéia da crise recessiva, no primeiro trimestre deste ano o setor de Cadastro Geral de Desemprego do Ministério do Trabalho revelou que os alagoanos perderam 16 mil postos de trabalho. O setor que mais desempregou foi o que congrega as indústrias de transformação. No contexto nacional, o Estado registrou o maior índice de desemprego no trimestre, 6%, contra a média nacional, que variou entre 1% e 3%, revela a estatística do Ministério do Trabalho. Otimismo ?A gente vê com tristeza este momento recessivo do País. Mas as perspectivas não são tão ruins. Acredito que 2004, inclusive em Alagoas, será melhor que o ano passado?, previu o governador, ao avaliar que no segundo semestre ?as coisas vão melhorar?. Lessa observou que o governo federal começou a liberar os investimentos federais agora. ?Em julho teremos a economia mais aquecida, por causa dos investimentos nas obras federais que estavam quase paralisadas?. Com relação ao fracasso do programa Primeiro Emprego, Lessa reconheceu que os empresários não se sentiram estimulados para investir no projeto. ?Acho que a situação recessiva do Brasil e a insegurança na economia terminaram se transformando num complicador?, avaliou o governador, quando participava da solenidade de posse de seis novos assessores do primeiro escalão do governo. Os mais novos secretários do governo são: Modesto Cajueiro Novaes, que assumiu a Secretaria Regional Metropolitana no lugar do vereador Marcos Vieira ? que, por sua vez, voltou para a Câmara Municipal; na Secretaria Regional Centro foi empossado José Luiz de Souza no lugar de Lailson Gomes, que voltou à presidência do Instituto de Terras de Alagoas (Iteral), substituindo Marcos Carnaúba, que entrou em rota de colisão com os movimentos de trabalhadores sem-terra e ficou pouco mais de um mês no cargo. Carnaúba, no entanto, fica na assessoria especial do governador. Arnon Chagas Júnior assumiu a presidência da Agência Alagoana de Habitação e Urbanismo; o professor José Nelson do Nascimento assume o lugar do jornalista Ari Cipola na presidência da Agência Alagoana de Fomento. Cipola aceitou o convite do empresário Bob Lyra e assumiu a direção do jornal Tribunal de Alagoas. O liquidante do Produban, Jefferson Germano Regueira, assumiu a Secretaria Extraordinária de Governo.