Política
TURISMO: TRADE PREVÊ RECUPERAÇÃO, MAS PREÇO DA DIÁRIA TEM QUEDA
Segmento hoteleiro tem boa expectativa para o réveillon, mas baixo valor das diárias aponta para uma retomada gradual
O clima para a chegada do final do ano e seus festejos é positivo para o trade turístico do Estado, com foco especial na capital. O desejo de viajar, aliado às boas notícias sobre o avanço da vacinação, estimula a procura por pacotes turísticos e ajuda o setor a se programar. A mudança no cenário já reflete na contratação de mão de obra, embora ainda não esteja no volume ideal, devido a efeitos que persistem, como a queda no valor das diárias.
Ainda assim, a tendência do aumento de viagens dentro do próprio país por parte de uma parcela dos brasileiros que antes optava pelo exterior anima os segmentos.
Para a secretária municipal de Turismo, Esporte e Lazer, Patrícia Mourão, o momento é de investir na divulgação e em uma programação que atenda ao maceioense e aos visitantes.
“A expectativa para o período é a melhor possível, seguindo os decretos em vigência e adotando os protocolos sanitários. Maceió, que tem a vacinação mais eficiente do País, também desponta entre as capitais mais buscadas para a festa e tem mostrado sua força na retomada das atividades. Sabemos que o réveillon representa importante incremento na economia, geração de emprego e renda para os ambulantes, motoristas de aplicativos, taxistas, jangadeiros e outros profissionais da linha de frente do setor”, antecipa a secretária.
A estratégia foi buscar apoio dentro da estrutura municipal, a exemplo da Fundação Municipal de Ação Cultural (Fmac). A fórmula é simples: unir o que já existe ao desejo das pessoas de se reencontrarem com suas raízes. “Neste ano, por meio de editais promovidos pela Fundação Municipal de Ação Cultural (Fmac), haverá apresentações musicais e de grupos de cultura em vários pontos da cidade. É importante ressaltar que toda a programação dependerá dos protocolos vigentes no período. Toda a programação contempla não somente os turistas, mas também a população maceioense”, defende a secretária.
RECUPERAÇÃO
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Se, por um lado, o poder público investe na promoção do destino, no segmento de hotéis o momento é de reorganização para iniciar a recuperação. Isto ocorre porque os prejuízos acumulados ainda não permitiram, por exemplo, que a contratação das equipes se dê de forma completa. Segundo o presidente da Associação Brasileira da Indústria de Hotéis (ABIH/AL), André Santos, por uma característica do setor, estima-se que vai demorar três anos para que se tenha os mesmos ganhos de antes da pandemia. “Em termos de ocupação, voltou a ser como era antes, mas a diária está muito baixa por conta da pandemia, então tivemos que fazer isso buscando que nossos hotéis tivessem o básico da movimentação, mas o prejuízo não foi recuperado. Estima-se mais três anos para isso. Na hotelaria é diferente de outros setores do comércio, porque a receita é gradual e ligada ao número de apartamentos”, comenta. O empresário explica que a recuperação do setor não acontecerá de imediato, embora esteja otimista sobre as vendas para o final do ano. “A coisa vem gradativamente, porém, é lenta. Lembrando que a receita que cai na conta só vem após 30 dias do check out. Sobre o final do ano estamos com boa expectativa para dezembro, réveillon, mas janeiro ainda não esquentou como esperávamos. Apenas pousadas de charme e resorts apresentam crescimento. Nos hotéis urbanos, ainda não”, detalhou André.