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SERVIDORES DA SEGURANÇA PÚBLICA NÃO TÊM O QUE COMEMORAR NO SEU DIA

Policiais civis e militares cobram do governo do Estado reajuste salarial e melhoria nas condições de trabalho

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Imagem ilustrativa da imagem SERVIDORES DA SEGURANÇA PÚBLICA NÃO TÊM O QUE COMEMORAR NO SEU DIA
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A corrida do palácio para silenciar categorias atendendo pleitos antigos como Plano de Cargos e Carreiras, mudança de faixa e ganho real é vista com desconfiança por dezenas de sindicatos. Tanto que a maioria prefere silenciar para não esgotar a última chance de conseguir emplacar pautas históricas para as categorias. Sabem que, pelo interesse do governador Renan Filho (MDB) de sair bem na foto” e conquistar os votos de que precisa para eventual disputa ao Senado Federal, as promessas podem sair do papel. Muitas das lideranças procuradas pediram reservas para não criar o cenário desfavorável. Entretanto, ainda há os que não deixam de apontar onde o governo pecou até o momento. Na Polícia Civil, o presidente Ricardo Nazário revelou que o clima é de “expectativa” por conta de um acordo que ainda falta ser colocado em prática. “Vimos numa luta muito grande há mais de três anos pleiteando a valorização por parte do governo. Neste Dia do Servidor estamos numa expectativa porque houve um fechamento de acordo, onde o governo de três pontos cumpriu com um deles. Esperamos os outros dois itens: aumento salarial e implementação da verba vestimenta que é um pleito da categoria”, afirmou. “Foi uma negociação dura e difícil que está vindo agora no fim do governo”. A maior conquista, entretanto, ainda não veio, que é a questão salarial, já que a categoria luta por um vencimento superior dentro da estrutura da segurança pública.”Queremos um piso de nível superior porque isso é exigido para entrarmos na carreira enquanto isso já é pago em outras categorias da segurança pública”, explicou. “Referente à estrutura houve avanço, mas precisa melhorar muito mais. E aí os Cisps, por exemplo, precisam de manutenção constante. O que pleiteamos é de valorização melhor”.

PM

Entre os militares, a situação também não é de satisfação. O presidente da Associação dos Praças da PM e CBM, Wagner Simas, foi franco em admitir que não há motivos para os militares comemorar neste momento. Ele conta que a perda de poder de compra dos salários sequer foi respeitada com a reposição inflacionária. Ou seja, nem o que foi corroído ao longo dos últimos três anos foi pago pelo governo. “Não foram pagas as perdas inflacionárias de 2018, 19 e 20, além de já estarmos acabando o ano de 2021. Somadas nossas perdas, considerando que a deste ano pode passar dos dois dígitos, já soma aproximadamente 18%. Esse é um débito que o governo está nos devendo. Outro questionamento é sobre Lei do Sistema de Proteção dos Militares, que está dormindo na Seplag há um ano e cinco meses. O desconto da previdência tem um percentual total de quem ultrapassa ou não o teto estabelecido de R$ 6.433. Nesse momento desconta de quem ganha acima e abaixo. Ou seja, o valor cheio. Não tem mais critério”, revelou Simas. Ele também cobrou a falta de cuidado do governo com a saúde dos militares, já que, no momento, até o Hospital da PM se encontra fechado, sendo que a categoria foi uma das que mais sofreram baixas durante a pandemia de Covid-19. “Ele está fechado sem reposição dos profissionais. Deveríamos ter 180 e hoje só temos pouco mais de 40. Os militares que estão trabalhando com sobrecarga de serviço, mesmo com força-tarefa, não há acompanhamento adequado psicossocial para os militares. E as promoções não saem regularmente e temos que recorrer ao Judiciário, mas o governo contesta e atrasa ainda mais. Não existe autoestima para o profissional da segurança pública”, concluiu Simas.

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