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SECRETARIA DE SAÚDE ADMITE ALTA DA MORTALIDADE INFANTIL EM 2019 EM ALAGOAS

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A Secretaria de Estado da Saúde (Sesau) admitiu que os anos de 2018 e 2019 tiveram um incremento de 0,45% em relação ao número de óbitos de crianças, mas adiantou que, em 2020, a taxa de mortalidade infantil voltou a cair em Alagoas. A pasta respondeu à Gazeta sobre o registro de aumento da taxa de mortalidade infantil, divulgada em boletim mais recente do Ministério da Saúde. Por meio de nota, o órgão informou que utiliza o ano anterior ao vigente como ponto de corte para análise da evolução da mortalidade infantil. E revela que, diferente do desempenho do Estado em 2019, no ano passado o resultado foi 576 óbitos, figurando a taxa de mortalidade de 11,21 por mil nascidos vivos. A redução teria sido de -14, 23% nesta taxa. Como os dados do governo federal, que constam no boletim epidemiológico divulgado no mês de outubro, não informam como ficou a situação do Brasil em termos de mortalidade infantil em 2020, não há como fazer a comparação com os números apresentados pela Sesau. A secretaria citou que o governo de Alagoas vem investindo na assistência materno-infantil, o que impactou na redução da taxa de mortalidade infantil, assim como a razão de mortalidade materna, que passou de 31 em 2010 para 16 em 2017. "Vale ressaltar a importância da política integrada com os gestores municipais de saúde e com o Ministério da Saúde, resultante de um planejamento elaborado de forma ascendente, que levou em consideração a necessidade real do usuário do SUS, desde a Atenção Primária até os procedimentos de maior complexidade", diz a nota. O boletim do Ministério da Saúde revelou que a taxa de mortalidade infantil em Alagoas subiu em 2019, quebrando uma sequência de queda. O índice saiu de 13,6, por cada grupo de mil nascidos vivos, para 14,4, acendendo o alerta para a falta de políticas públicas voltadas à primeira infância. Em resposta, a Sesau informou que está adotando uma série de estratégias para contornar a situação. Citou, entre os exemplos, a ampliação de leitos infantis, implementação do serviço de regulação de leitos obstétricos e neonatais, qualificação do pré-natal de alto risco e risco habitual, implementação do teste biológico de triagem Neonatal.

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