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Ministra traz R$ 140 milh�es do Luz para Todos em AL

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ARNALDO FERREIRA A ministra das Minas e Energia, Dilma Rousseff, lançou ontem, no Palácio Floriano Peixoto, em Maceió, o programa ?Luz Para Todos?, com investimento previsto de R$ 145 milhões e que, de imediato, atenderá 90 famílias do Sertão e Bacia Leiteira que não têm energia elétrica. Antes, a ministra visitou a Companhia Energética de Alagoas (Ceal) e pôde ver a situação da estatal, que opera no vermelho e registra uma inadimplência de R$ 130 milhões. Dilma Roussef começou o dia de trabalho às 8h30, com um café da manhã no Hotel Meliá, com o governador Ronaldo Lessa (PSB) e com técnicos do ministério, da Eletrobrás, da Companhia Hidrelétrica do São Francisco (Chesf). A ministra incentivou o governador a investir na cultura da mamona como fonte de geração de emprego, renda e energia. Ela adiantou que o ministério, em novembro, deverá decidir pelo incremento de 2% do óleo de mamona no óleo díesel. Lessa saiu do encontro animado. ?A ministra falou de vários investimentos nas áreas de geração de energia alternativa, da biomassa e o que mais gostei foi a proposta do biodiesel a partir do óleo da mamona. Isto nos permite fazer investimentos de baixo custo e obter geração de muitos empregos na região do Semi-árido?. Depois da conversa reservada no primeiro encontro de compromissos com o governador, a ministra destacou a importância do PSB na base de apoio do governo Lula. Mas evitou temas ligados às eleições municipais. ?Estou em Alagoas para discutir a política de investimentos do presidente Lula e da pasta das Minas e Energia, e não para discutir política eleitoral?. No segundo compromisso, acompanhada do governador, por volta das 10h30, Dilma Roussef marcou um fato histórico em 40 anos de existência da Ceal e de 21 anos funcionando no prédio-sede da Avenida Fernandes Lima: foi a primeira ministra a visitar a companhia. O presidente da Ceal, Joaquim Brito, não escondeu da ministra que a empresa opera no vermelho. Ao detalhar a situação econômica da Ceal, Brito explicou que a inadimplência está em R$ 130 milhões, e a arrecadação mensal ? com 630 mil consumidores ? é de R$ 43 milhões. Entre os maiores devedores estão o setor sucroalcooleiro, que deve R$ 32 milhões; as 92 prefeituras, com mais de R$ 13 milhões (a maior dívida é de Palmeira dos Índios, R$ 2 milhões, já negociada para ser paga em 10 anos). No governo do Estado, a maior dívida é a da Casal, perto de R$ 2 milhões. Do governo federal, as maiores dívidas são do Incra (R$ 1,5 milhão) e da Companhia de Desenvolvimento do Vale do São Francisco (Codevasf), R$ 8 milhões. Joaquim Brito prometeu que até o final de 2005 a empresa volta a ser superavitária. Com relação às dívidas públicas e privadas, revelou que cada caso é discutido e, depois, traçado um plano de parcelamento. Mas, no geral, os critérios obedecem a dois cronogramas: um de parcelamento em até cinco anos e outro em até 10 anos. No caso das prefeituras, a presidenta da Associação dos Municípios Alagoanos (AMA), prefeita Rosiana Beltrão (PSB), adiantou que 52 prefeituras já parcelaram os débitos, e outras 40 vão iniciar as negociações.

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