Política
INSTITUTO TEM DEFICIT MENSAL DE R$ 350 MIL
Com 4,5 mil segurados, dos quais 50% são titulares e os demais, dependentes, as despesas com eles somam R$ 2,3 milhões/mês. Historicamente, o Instituto vive em situação deficitária. Ha 100 dias no cargo, o novo presidente, Adeilson Bezerra, garante que conseguiu pagar e/ou parcelar dívidas, reduzir o deficit para R$ 350 mil/mês e garante ter restabelecido o atendimento médico e exames com hospitais e clínicas conveniadas. Admite também que um dos hospitais conveniados [o Veredas] não mantém mais contrato de prestação de serviço com o Ipaseal.
As dívidas maiores com hospitais particulares e filantrópicos foram renegociadas. “Hoje a arrecadação dos nossos segurados é suficiente para cobrir os gastos com os hospitais e clínicas conveniadas. Não devemos nada a ninguém. Portanto, os segurados não podem ser recusados pela rede que nos atende”, afirmou Adeilson.
Com relação aos “vexames” que os segurados dizem enfrentar como a recusa do atendimento, o presidente da autarquia disse ter visitado as unidades conveniadas para solicitar a mudança do comportamento. “Sabemos que no passado o Ipaseal deu calote em alguns estabelecimentos, não pagou em dia aos prestadores de serviços. Hoje isso mudou”.
O Instituto mantém convênio com 30 clínicas com todas as especialidades e tipos de exames. Dos cinco hospitais conveniados, só restaram três. O Hospital Veredas, por exemplo, apresentou uma notificação judicial para “destrato de contrato para prestação de serviços” ao Ipaseal. Bezerra disse que fez uma auditoria nos contratos e constatou que, num encontro de contas, o órgão percebeu que o Veredas é quem deve ao Ipaseal. O contrato com o hospital Veredas era de R$ 790 mil/mês.
O Instituto mantém contratos de prestação de serviços com os hospitais Alvorada, Sanatório e Santa Casa de Misericórdia de Maceió e mais 30 clínicas de pronto atendimento e exames.
A Santa Casa atende somente casos de alta complexidade. O débito de quase R$ 2 milhões está sendo pago com parcelamento de 10 meses de R$ 200 mil. O pagamento é com recursos próprios. Paralelamente foi reativado o convênio com uma cooperativa de médicos com mais de 500 profissionais que atendem todas as especialidades.
Bezerra explicou que o Hospital Alvorada funciona como regulador. Se o caso for de alta complexidade, o paciente é encaminhado para a Santa Casa. “Os casos de urgência e graves em finais de semana, a Santa Casa está autorizada a socorrer sem precisar inferência burocrática disse o diretor do Instituto.
“Não há mais como o segurado do Instituto ficar sem atendimento ou sem fazer exames. Agora, como ocorre com todos os planos de saúde, ha casos como cirurgias eletivas que o segurado tem que agendar para que não haja congestionamento nas demandas e é isso que muitos reclamam”, reconheceu.
Os segurados reclamam de esperam 90 dias para fazer exames. “Estou trabalhando para reduzir o tempo de espera por exames, no máximo, 45 dias. O agendamento é uma estratégia normal e necessária em todos os planos”, explicou Adeilson.
Hoje, entre os 4,5 mil segurados do Ipaseal, 419 pagam de plano R$ 23; mais 321 segurados pagam R$ 31. Cerca de 162 segurados pagam R$ 42; enquanto 106 contribuem com R$ 52. Há ainda 128 que pagam R$ 63... “Mesmo com mensalidades baixas, a nossa arrecadação está em R$ 2 milhões”. O deficit é relativo ao custeio que seria de R$ 350mil/ mês. Porém, o Estado desembolsa R$ 100 mil/mês. “Com os R$ 2 milhões estamos conseguindo manter a rede ativa, pagar passivo com os prestadores de serviço”.
Adesilson garantiu que quem precisa do Ipaseal e entrar pela regulação não fica sem assistência. Em caso de recusa de atendimento nos hospitais e clínicas conveniadas, o segurado deve denunciar ao sistema.