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CARTÓRIOS DE AL ADEREM A CAMPANHA PARA ACOLHER VÍTIMAS DE VIOLÊNCIA

Mulheres podem procurar qualquer unidade para denunciar agressões e receber apoio e proteção

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Imagem ilustrativa da imagem CARTÓRIOS DE AL ADEREM A CAMPANHA PARA ACOLHER VÍTIMAS DE VIOLÊNCIA
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Presentes em todos os cantos do Estado, os cartórios se integraram à campanha Sinal Vermelho que facilita a denúncia de mulheres vítimas de violência e abusos dentro de casa. As unidades alagoanas se integram aos mais de 13 mil prestadores existentes no País, que, desde o dia 25, são porta de entrada das vítimas de seus companheiros. A iniciativa abraçada pela Associação dos Notários e Registradores do Brasil também tem o apoio da seccional Alagoas. O presidente da entidade, Raynei Marinho, é um entusiasta da ideia porque os cartórios assumem uma outra missão social. “Os cartórios estão prontos a atender e receber essas mulheres vítimas de violência. E estamos preparados, tanto que vamos distribuir fôlderes e informativos para que saibamos como proceder em cada momento em relação a isso. A Anoreg/AL está pronta e vai fazer da melhor maneira possível essas campanhas e está treinando o pessoal interno dos cartórios para que saibam como proceder da melhor maneira calma e serena para todas essas medidas que serão implementadas”, confirmou Raynei. A iniciativa para ajudar as mulheres passa pela capacidade dos servidores em perceber sinais. O principal deles um X na cor vermelha na palma da mão. Sua escolha é para a vítima, de posse de um simples batom, possa fazer a marcação e em algum momento, até mesmo próximo do agressor, possa demonstrar claramente o que está acontecendo. A partir dali, de forma estratégica, quem perceber vai saber conduzir o atendimento, sem demonstrar e chamar a atenção para reter o mínimo possível a pessoa no ambiente até que a ajuda possa chegar. Em caso de o responsável pela violência estar ao lado, a ideia é que possa até mesmo ser preso. Já a vítima será encaminhada para uma casa de acolhimento e, a partir dali, conseguir pôr um fim a uma vida de sofrimento e violência, em alguns casos, que a envolveu por muito anos. Por isso, o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) entendeu que precisava cooperar com essa causa, já que, durante a pandemia, os números indicam que a presença maior em casa fez as mulheres ficarem mais expostas às agressões. A proposta, que envolve também a Associação dos Magistrados Brasileiros (AMB), é que as ações sejam permanentes. Assim, acreditam os especialistas, o cerco contra a violência será maior com a capilaridade necessária, porque as unidades estão em todas as cidades, ou na maioria delas. Por essa razão, entidades de direitos humanos, de proteção as mulheres de vítimas de violência e a OAB, em todo o Brasil estão confiantes no êxito dessa expansão.

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