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Chesf: “acabou perigo de apag�o no Nordeste”

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ARNALDO FERREIRA As barragens das oito usinas que formam o complexo do Sistema da Companhia Hidrelétrica do São Francisco (Chesf) ? responsáveis pelo abastecimento de energia elétrica dos nove estados nordestinos ? estão cheias. ?Pelos próximos dois anos não há risco de crise ou de ?apagão? no Nordeste?, garantiu o presidente da Chesf, Dilton da Conti. Mesmo assim, o setor precisa de investimentos para atender ao crescimento da demanda. ?Vamos investir em torno de R$ 750 milhões para os setores de geração e transmissão?. Conti garantiu que os investimentos serão feitos com recursos próprios. ?Do ponto de vista econômico-financeiro a empresa vai bem. Fechou o ano com saldo positivo na sua margem de lucro?. Privatização A proposta de privatização, que quase foi materializada nos últimos anos do governo Fernando Henrique Cardoso (PSDB), hoje está descartada, garantiu o presidente da Chesf, na última quarta-feira em Maceió, ao participar ao lado da ministra das Minas e Energia, Dilma Roussef, da solenidade de lançamento do programa ?Luz para Todos?, que promete reduzir a exclusão de energia elétrica para 66,5 mil domicílios, 82% (53,5 mil) na zona rural. ?O projeto de privatização do setor energético morreu quando FHC deixou o governo e acredito que isto não vai acontecer tão cedo?, frisou Dilton da Conti, ao assegurar que o setor faz parte dos planos estratégicos do governo Lula. Transposição O presidente da companhia confirmou que o governo federal se prepara para tocar o projeto de transposição das águas do São Francisco para as regiões mais secas do sertão nordestino. O projeto engloba, também, o Canal do Sertão, que está sendo construído pelo governo de Alagoas. ?O projeto total de transposição vai retirar do Rio São Francisco cerca de 63 metros cúbicos de água por segundo, durante um período de 20 anos. Isto é um percentual muito pequeno e não vai causar traumas ambientais ao rio. Se for feita a revitalização da bacia do ?Velho Chico?, como o quer o governo federal, vamos aumentar bastante a vazão de água até a barragem de Sobradinho?, acredita Conti. Luz para Todos Com relação ao programa Luz para Todos, lançado em Alagoas com investimentos previstos de R$ 140 milhões até 2006, o presidente da Chesf esclareceu, ainda, que o programa vai levar energia elétrica para 12 milhões de moradias, 65,5 mil residências localizadas em Alagoas e não vai provocar aumento de tarifa, nem redução de custo tarifário para os consumidores. Os investimentos para o programa serão 75% do governo federal, 15% da Ceal e 10% do governo do Estado. As companhias de eletricidade (no caso a Ceal) vão colocar três pontos de luz e duas tomadas em cada residência que não receba hoje o fornecimento de energia elétrica. ?Quem consumir dentro da taxa mínima terá tarifa bem reduzida; se este consumidor gastar mais, paga mais, como acontece hoje em todo o País?. O presidente da Chesf frisou que a tarifa terá preço normal previsto em legislação para todos os consumidores. Como o maior volume de exclusão de luz acontece no Nordeste, Dilton da Conti acredita que o investimento para a ampliação da rede de atendimento vai gerar mais renda, empregos e desenvolvimento. Além disso, acredita ele, será um mecanismo forte para conter o êxodo rural. ?Uma das metas deste programa é que os empregos gerados pelos investimentos na ampliação do atendimento sejam para a mão-de-obra do local beneficiado?. Dinheiro Com relação ao pagamento de royalties pela exploração do Rio São Francisco e à geração de energia elétrica por parte da Usina hidrelétrica de Xingó, localizada entre os municípios de Piranhas (AL) e Canindé do São Francisco (SE), Dilton da Conti desmentiu os boatos de que Alagoas estaria sem receber a cota gerada pelo setor. ?Os repasses dos percentuais de royalties, previstos na legislação, acontecem dentro de cronograma previsto?. Este percentual, segundo Conti, está em torno de R$ 75 milhões. ?O repasse é global para o Estado e municípios envolvidos?.

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