Política
Lessa: 16 meses e 62 mudan�as na equipe
ARNALDO FERREIRA O governador Ronaldo Lessa (PSB) implantou um regime de trabalho no governo no qual poucos assessores das equipes de primeiro, segundo e terceiro escalões conseguem esquentar a cadeira que ocupam. Hoje é quase impossível decorar os nomes da maioria dos secretários. Tanto que, a partir da instalação do segundo governo (1o de janeiro de 2003), já ocorreram 62 mudanças no primeiro escalão, ou seja: quase quatro mudanças por mês num período de 16 meses da segunda administração Lessa. Entre os secretários que mais trocaram de pasta, o que se destaca é o engenheiro agrônomo Reinaldo Falcão. Ele começou o segundo governo como secretário de Estado de Agricultura, Abastecimento, Pesca e Desenvolvimento Rural. Sete meses depois (em junho de 2003), Falcão foi empossado como secretário de Regulação e Controle Social, órgão já extinto. Não demorou muito na pasta. No dia 25 de novembro, Reinaldo Falcão assinou o livro de posse da Secretaria Coordenadora de Saúde e Bem-Estar Social. Menos de um mês depois da posse, no dia 11 de dezembro, o engenheiro agrônomo foi empossado como secretário coordenador de De- senvolvimento Humano. A pasta controla as secretarias executivas de Educação, de Cultura, de Esporte, a de Saúde, de Inserção e Assistência Social e oito órgãos vinculados às secretarias. Como ?soldado do PSB?, Falcão está agora com mais uma missão: é candidato a prefeito de Água Branca (município do Alto Sertão, distante 301 quilômetros de Maceió). Entre os nomes mais conhecidos que participaram da ?dança das cadeiras? há o vereador Marcos Vieira, que já assinou o livro de posse da Secretaria de Educação e em março deste ano assumiu a Secretaria Regional Metropolitana ? pasta ocupada também pelo deputado federal Maurício Quintella, que atualmente está na Secretaria Executiva da Educação. O historiador Geraldo Majela é considerado ?coringa? e, segundo seus amigos, compõe a ala dos companheiros fiéis do governador. Já ocupou cinco cargos de primeiro e segundo escalões. Os mais importantes foram a Ouvidoria Geral do Estado, a Controladoria Geral do Estado e, como último posto, esteve na direção da Fundação Universidade do Agreste (Funesa), que deixou na segunda- feira ? contra a vontade de professores e estudantes. O engenheiro Petrúcio Bandeira também se mexeu muito: já foi secretário metropolitano, depois secretário do Planejamento e agora ocupa a Secretaria Extraordinária de Articulação Política. ?Sou um militante do PSB que quer o melhor para Alagoas?, diz Bandeira, que pode retornar à Assembléia Legislativa, se a deputada Maria José Viana (PSB) voltar à equipe de governo.