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Política

ALIADOS DO PRESIDENTE EM AL DIZEM TER DÚVIDA SE TAMBÉM VÃO MIGRAR PARA LEGENDA

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Por Marcos Rodrigues | Edição do dia 25/11/2021 - Matéria atualizada em 25/11/2021 às 01h38

A confirmação de que o presidente Jair Bolsonaro vai mesmo se filiar ao PL, no final do mês, agitou os bastidores políticos de Alagoas. Isso porque significará o primeiro passo para a montagem de seu palanque no País e também no Estado. Mas, ao mesmo tempo, suscita dúvidas e minúcias jurídicas que só serão esclarecidas nos próximos dias. Até o momento, apenas um bolsonarista de “carteirinha”, o deputado estadual Cabo Bebeto (PTC) declarou ter intenção de migrar para a legenda do capitão. “Entretanto, temos que avaliar se o partido aqui tem condições de lançar uma chapa com condições reais de vitória. Minha intenção é ir para o mesmo partido do presidente, mas isso precisa ser avaliado, se vai ter condições de ter os candidatos para poder concorrer”, explicou Bebeto. Caso não seja possível a mudança de sigla, ele garante que continuará no apoio à reeleição, com um partido que esteja na composição para apoiá-lo. “No mês que vem estarei em Brasília e irei buscar uma resposta para ter uma posição mais precisa”, adiantou o parlamentar.

Ex-candidato ao Senado Federal, o policial federal Flávio Moreno também garante fidelidade a Bolsonaro. Compreender o cenário nacional e regional é importante para se fazer uma leitura correta do que ocorrerá. “Estou aguardando a confirmação da filiação do presidente Bolsonaro, as definições macro e locais. Além disso, a orientação do próprio presidente e lideranças nacionais da base de apoio ao governo. Estaremos trabalhando em sincronia”, garantiu Moreno.

Ele lembrou que, em 2018, marchou ao seu lado no PSL e conseguiu votos importantes para garantir sua vitória e 142 mil votos a sua candidatura ao Senado, mesmo sem estrutura. “Da mesma forma que em 2018, estou aguardando a orientação nacional que definirá minha posição nessa nova missão, diante os novos atores em questão, se no próprio partido do presidente ou outro da base aliada, assim como se venho candidato a deputado federal, estadual ou outro cargo”, explicou o servidor. “Na última pesquisa da Paraná Pesquisas apareci com 5%, mesmo sem mandato. Sou soldado e estou pronto para nova missão em defesa do Brasil, da qualidade de vida do alagoano e do legado do governo Bolsonaro”. O vereador Leonardo Dias (PSD) também garante que estará com Bolsonaro em sua candidatura à reeleição. Entretanto, politicamente, seu partido, ontem à tarde, filiou o presidente do Senado Federal, Rodrigo Pacheco, possível pré-candidato da legenda à Presidência. Segundo Dias, desde que entrou no PSD, em Alagoas, todos, inclusive o presidente, deputado federal Marx Beltrão (PSD), sabiam de sua ligação política com o presidente da República. E, conforme explicou, isso não mudou até o momento e não mudará até o próximo pleito. “É Bolsonaro 2022! (risos) Meu partido fez uma escolha que não é a minha. Desde 2014, Jair Bolsonaro. Continuou acreditando no trabalho que fez e pode fazer pelo Brasil. Não sei se vai ter debandada. Não sei qual o posicionamento do partido.Tenho fidelidade partidária. O partido sempre soube desde minha filiação qual era a minha posição”, ponderou o vereador. O partido em Alagoas atua na base de apoio ao governo Renan Filho (MDB), que, por sua vez, é crítico do governo Bolsonaro, principalmente depois que o pai, o senador Renan Calheiros (MDB), foi relator da CPI da Covid-19. O mesmo ocorre, até o momento, com o PL, que não só apoia como tem seu principal quadro, o secretário Estadual de Infraestrutura, Maurício Quintela, dentro do governo. Desde a semana passada, porém, ele já havia garantido que, assim que o presidente entrar por uma porta, ele sairá pela outra.

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