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Multinacional cobra US$ 8 milh�es do Lifal

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ARNALDO FERREIRA A empresa Hetero International, que fornece matéria-prima do princípio ativo para a produção do coquetel anti-HIV, no Laboratório Farmacêutico oficial de Alagoas (Lifal), cobra mais US$ 8 milhões, referentes à correção da alta do dólar em contratos firmados no período de dezembro de 2001 a setembro de 2002, na gestão da ex-presidenta do Lifal, Amália Amorim. O atual presidente do laboratório, Josué Seixas, disse ter avisado à Hetero que Alagoas não vai pagar nenhum centavo a mais, porque já pagou US$ 6,9 milhões pela mercadoria recebida. ?A empresa alega variação do dólar, só que no momento da compra pagamos com a conversão do dólar da época. Na transação, a moeda americana foi cotada bem acima da movimentação de mercado. Portanto, o Lifal obedeceu ao contrato. Não há por que pagar uma correção que não estava prevista no contrato?, diz o presidente do laboratório. Ao ser questionado sobre os motivos que levaram a ex-presidenta do Lifal a pagar mais caro pela mercadoria, Seixas afirmou que ?Amália Amorim obedeceu às regras de mercado, inclusive contabilizando o aumento da moeda estrangeira?. Na semana passada, ao participar de um programa de TV, Amália negou ter realizado compras superfaturadas à Hetero International e deixado um débito de US$ 8 milhões para o governo de Alagoas pagar. ?Obedeci às regras de mercado?, garantiu Amália. Apesar das explicações da ex-presidenta do Lifal, o governador Ronaldo Lessa (PSB), no dia 24 de abril passado, criou um grupo de trabalho formado por assessores de sua confiança, para dar um parecer sobre as supostas irregularidades na compra feita junto à multinacinal. Participaram da auditoria o coordenador da Célula de Planejamento, Gestão e Finanças, Sérgio Dória; o secretário do Desenvolvimento Econômico, Arnóbio Cavalcanti; o secretário da Administração, Valter Oliveira; o controlar-geral do Estado, Ricardo Vieira e o procurador-geral do Estado, Ricardo Méro. Na sexta-feira passada, Lessa acatou as recomendações do grupo de trabalho que, de imediato, vai auditar os procedimentos para aquisição dos medicamentos e impetrar uma ação judicial com a finalidade de preservar o interesse público e sustentar o argumento de que os US$ 6,9 milhões foram suficientes para a quitação do material entregue ao Lifal.

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