Política
MARCELO VICTOR VAI PARA O UNIÃO BRASIL EM 2022, DIZ NONÔ
.
O ex-secretário municipal de Saúde e presidente do Diretório Estadual do Democratas, José Thomas Nonô, disse, na manhã de ontem), no Programa Conjuntura, da TV Mar, que o presidente da Assembleia Legislativa (ALE), deputado Marcelo Victor (Solidariedade), irá para o União Brasil e pode até comandá-lo, em Alagoas, quando o partido for formalizado. Victor se filiará, inicialmente ao DEM, em dezembro, assim como o deputado Bruno Toledo. A futura legenda nascerá até fevereiro, com força para ter, inclusive, candidatura própria ao governo do Estado. Segundo Nonô, os dois já vinham conversando sobre a fusão do PSL com o DEM e seus desdobramentos para o País e o Estado. “Temos uma relação de amizade há muito tempo. E vínhamos conversando. Porque, com a mudança da legislação, precisamos ter gente. A conversa com o Marcelo já estava acertada. Fomos três vezes a Salvador e conversamos com ACM Neto. Então acertamos tudo para ele vir ao DEM. Mas tinha problema de fidelidade partidária. Somente agora ele está liberado para ir para onde quiser”, revelou Nonô. Para o dirigente, o presidente da ALE tem um perfil que interessa à atual conjuntura por ter uma “inegável habilidade política”. Além disso, o União Brasil precisa ter uma bancada expressiva. E, neste momento, quem terá a missão de constituí-la é Marcelo Victor. “Os dirigentes partidários - DEM e PSL - começaram a discutir um novo polo na política, porque Bolsonaro está muito ligado, digamos assim, de uma forma bem suave, ao Centrão. E o Democratas jamais foi centrão. Jamais!”, disse Nonô.
SOBREVIVÊNCIA
Ele explicou que fusão é uma estratégia de sobrevivência, porque a nova legislação exige que os partidos sejam densos. Como exemplo, citou a eleição para vereador. Nonô explica que, pelo novo contexto, para eleger um deputado federal, terá que ter 170 mil votos no mínimo e 60 mil para estadual. Sendo assim, com o atual tamanho do partido no Estado, seria muito difícil eleger um parlamentar pela legenda. “Sendo assim, estamos introduzindo uma alternativa conservadora, mas que não é centrão. E, em termos de formação de bancada, sobretudo na Câmara Federal, onde, assim que o partido nascer, teremos a maior bancada. O que está faltando são formalidades”.