Política
AMA PREVÊ CANCELAMENTO DE FESTAS PÚBLICAS DE FIM DE ANO NOS MUNICÍPIOS
Com a recomendação a ser expedida em conjunto com o Ministério Público de Alagoas (MPAL), o presidente da Associação dos Municípios Alagoanos (AMA), prefeito Hugo Wanderley, diz acreditar que 100% das prefeituras suspendam os eventos públicos com grandes aglomerações até o fim deste ano. Assim, nenhuma cidade deverá bancar comemorações da virada do ano. A sugestão, no entanto, não se refere às festas privadas de Réveillon.
O setor de eventos, por outro lado, observa com apreensão o cenário pandêmico e a movimentação das autoridades locais. O segmento foi um dos mais afetados ao longo dos últimos 20 meses, sendo o que ficou mais tempo com as atividades suspensas.
A intenção da AMA seria, em primeiro lugar, preservar as vidas, diante da ameaça de um surto no País com a nova variante do coronavírus. Além disso, há uma preocupação com o zelo pelos recursos públicos, levando em consideração que os gestores precisam firmar contratos vultosos nestes festejos, que poderiam gerar enorme prejuízo ao erário em caso de cancelamento sem o devido planejamento.
Wanderley ressalta que a tendência é que a totalidade dos municípios alagoanos acate a recomendação de suspender os eventos, com previsão de retorno, apenas, quando houver segurança sanitária à população. Segundo ele, em ocasiões nas quais a AMA expediu orientações, os gestores se colocam à disposição para seguir na mesma linha.
“Ampliamos o diálogo, nos últimos dias, com os prefeitos, com os secretários municipais de saúde, com os membros do Programa Nacional de Imunização em Alagoas e também com o governador Renan Filho para chegarmos a um denominador comum. Recomendamos prudência na realização destas festas para que não sejamos responsáveis por um eventual aumento do número de casos de Covid-19 em Alagoas”, detalhou.
O presidente da AMA revelou que, apesar de algumas prefeituras estarem com planejamento para comemorações tradicionais, o momento exige cautela e boa parte dos chefes do Executivo já tinham demonstrado a intenção de suspender a programação. “Acredito que nenhuma cidade realizará festas públicas neste fim de ano”, afirmou.
A recomendação conjunta da entidade com o MPAL deve ser publicada na edição desta quarta-feira (1º) do Diário Oficial Eletrônico do Ministério Público. Nela, estarão contidos os argumentos para os que os gestores cancelem as festas com grande número de público.
nova realidade
Diretora estadual da Associação Brasileira de Promotores de Eventos (Abrape), Paula Sarmento informou que orientação da entidade é para manter as festas privadas e públicas de fim de ano que obedeçam às normas da vigilância sanitária, mediante a apresentação da comprovação de duas doses da vacina e ou o exame de PCR com 24 horas, e que os lugares ofereçam medidas sanitárias para a segurança de todos.
“Esperamos que todo o investimento em vacinas por parte dos governos protejam a todos, não só nos eventos, mas na rotina diária no uso de transportes públicos, bares, restaurantes, eventos de natureza religiosa, enfim onde houver convivência ou aglomeração de pessoas que todos estejam protegidos. Não existe mais a possibilidade de fechar parte dos serviços ou setores. Temos que conviver com a nova realidade após um período crítico de pandemia”, declarou. Ela diz que, após dois anos, o setor de eventos está mais preparado para o enfrentamento da Covid. “O entretenimento, eventos e tudo que este setor promove na cadeia produtiva de serviços, turismo e geração de emprego, precisam retomar as atividades com segurança e responsabilidade”, avaliou.
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