loading-icon
MIX 98.3
NO AR | MACEIÓ

Mix FM

98.3
quinta-feira, 06/08/2026 | Ano | Nº 6282
Maceió, AL
24° Tempo
Logo Gazeta de Alagoas Logo Gazeta de Alagoas
Home > Política

Política

Celso nega envolvimento em “manobra” de Gilvan Barros

Ouvir
Compartilhar

MARCOS RODRIGUES O presidente da Assembléia Legislativa, deputado Celso Luiz (PSB), negou ontem que tenha participado de qualquer ?negociata? envolvendo o deputado Gilvan Barros (PL) e seu suplente, o padre Eraldo (PSB). A informação de que ele teria interferido no assunto para garantir a entrada do segundo suplente, Júnior Leão (PL), foi dada pelo próprio Eraldo. Segundo Eraldo, o presidente Celso Luiz o teria procurado para convencê-lo de que ?numa próxima oportunidade? ele assumiria a vaga como suplente. Mas essa versão é contestada pelo próprio Celso Luiz. Ele disse, por meio de sua assessoria, que quem o procurou para saber detalhes da posse foi o próprio Eraldo. O encontro teria ocorrido no gabinete da presidência da ALE. Ainda segundo esses assessores, Eraldo propôs um intermediação de Celso Luiz com o deputado Gilvan, que não foi aceita. A ausência de Celso seria uma forma de não se envolver em questões partidárias. A suposta manobra para a entrada de Júnior Leão na Assembléia, segundo apurado pela GAZETA, envolveu apenas o deputado Gilvan Barros. Foi ele quem, por conta da ligação política que mantém com Júnior Leão, decidiu lhe dar a chance de ocupar a vaga. Gilvan Barros, para pedir o seu afastamento por 121 dias a fim de tratar de ?assuntos particulares?, se baseou na informação de que padre Eraldo não deixaria a Secretaria Regional do Sertão. O detalhe é que Eraldo não abre mão da vaga como suplente da coligação ?Alagoas para Todos?, que reconduziu Ronaldo Lessa (PSB) ao governo em 2002. Barros, ao notar que sua estratégia não beneficiaria o aliado Júnior Leão, desistiu do afastamento. Ontem, ele não compareceu ao plenário. Mesmo diante da confusão envolvendo o padre Eraldo, o PSB não se manifestou. No governo, ninguém quis se pronunciar sobre os atos de nomeação (de Reinaldo Falcão) e exoneração (do padre Eraldo). Ontem, o Diário Oficial não publicou a esperada revogação dos dois atos. No Legislativo, o assunto foi tratado com reservas. Apenas o vice-presidente da ALE, deputado Francisco Tenório (PPS), declarou que, para ele, ?padre deveria cuidar de igreja e não de política?, em referência à frustrada sucessão.

Relacionadas