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Política

ALE DEVERÁ TER NOME DE CONSENSO PARA O GOVERNO

Dantas, Marcelo Victor e Albuquerque são cotados para um possível mandato-tampão

Por arnaldo ferreira | Edição do dia 04/12/2021 - Matéria atualizada em 03/12/2021 às 21h16

As conversas para definir uma candidatura a “governador-tampão” que assumirá a gestão a partir de abril esquentaram os bastidores da Assembleia Legislativa e já chegaram aos redutos eleitorais do Sertão, Agreste, Zona da Mata, região metropolitana e das lideranças políticas. Apesar da posição vacilante do governador Renan Filho (MDB) na definição se será ou não um dos candidatos nas eleições gerais do próximo ano, no Legislativo a busca é de um nome de consenso que una os conservadores, progressistas, independentes, governistas e oposicionistas. O nome do deputado Paulo Dantas (ainda no MDB) circulou entre as correntes e ganhou força inclusive fora da ALE, porém não inviabilizou a pré-candidatura do presidente da Assembleia, deputado Marcelo Victor (ainda no Solidariedade) nem enfraqueceu a pré-candidatura conservadora do deputado Antônio Albuquerque (PTB). Com apoio da base eleitoral no Sertão, Agreste e de alguns prefeitos, o parlamentar reafirmou que mantém a candidatura. “Anotem aí: vou ganhar as eleições e vou governar a nossa Alagoas”, sustentou o fiel discípulo do “Divino Espírito Santo”. Os parlamentares conservadores admitem que Albuquerque tem base eleitoral forte no interior. No entanto, preferem ficar com um candidato que, segundo eles, aglutina as diferentes correntes políticas dentro e fora do parlamento. A menos de 15 dias para o recesso parlamentar, o outro pré-candidato a governador-tampão, Marcelo Victor, evita a discussão com a imprensa neste momento de articulação nos bastidores. “Não vamos discutir pré-candidatura majoritária agora. A pauta dos trabalhos legislativos está cheia e estamos na reta final deste período legislativo. A discussão vai ficar para outro momento”, diz ele. No entanto, os bastidores indicam que o deputado trabalha forte para filiar a maioria dos colegas parlamentares, prefeitos, vereadores e lideranças ao novo partido, o União Brasil [a fusão do DEM e PSL], que está em fase de legalização no TSE. Ele é cotado para a presidência do diretório estadual. Com o MDB em clima de debandada geral, a nova legenda deverá ser a maior agremiação política do Estado e quer montar chapas majoritária e proporcional fortes. O Partido dos Calheiros, sem nome para manter suas estratégias, ao que tudo indica, já se rendeu ao nome de Paulo Dantas. Tanto que, na última segunda-feira, o governador participou de um almoço com lideranças do alto e médio Sertão. Os carros dos participantes do almoço estavam adesivados com o nome de Dantas. Sem saída, os Calheiros já admitem apoiar a candidatura do deputado presidente da CCJ, mesmo sabendo que ele poderá deixar a legenda. Na Assembleia, as declarações de apoio a Dantas já são escancaradas no alto e baixo clero. O oposicionista Cabo Bebeto (ainda no PTC) avaliou que o colega Paulo Dantas representa uma espécie de consenso entre a maioria dos deputados. Bebeto afirmou que o Legislativo não terá problemas internos e nem divisão na escolha do governador tampão. “Não haverá disputa interna. Existem duas pré-candidaturas. Mas, a questão está praticamente definida e Paulo Dantas é um nome de consenso”, afirmou. Já o governista e presidente do diretório municipal de Maceió do MDB, deputado Galba Novaes, além de sustentar a permanência no partido, que está em clima de desintegração, admitiu que, independentemente de o deputado Paulo Dantas permanecer ou não no MDB, tem seu apoio para a possível candidatura ao governo-tampão. Posição semelhante à do deputado Bruno Toledo (Pros). Nem todos os governistas pensam assim. O deputado Ricardo Nezinho (MDB) considera cedo discutir a pré-candidatura de governador-tampão ou chapa majoritária de 2122, sem a definição de que o governador Renan Filho. “Para que haja pré-candidatura a governador tampão é preciso saber se o governador renunciará o mandato até o dia dois de abril para participar das eleições. Vamos aguardar os acontecimentos”, recomenda Nezinho. A deputada Ângela Garrote (PP), que segue as orientações políticas do presidente do diretório estadual e também do presidente da Câmara Federal, Arthur Lira, e das bases políticas do médio e alto sertão, se mostra decidida. “Se houver eleição interna para escolher o futuro governador, o deputado Paulo Dantas deverá ser eleito e acho isto bom”, disse a deputada. O deputado Paulo Dantas, por ser presidente da Comissão de Constituição e Justiça-a mais importante do Legislativo-, tem conversado com diversos segmentos da sociedade alagoana. Com relação à candidatura, Dantas admite que existem muitas conversas de bastidores. Não nega que tem recebido muitos apoios. Porém, disse que prefere aguardar os acontecimentos e os resultados das conversas.

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