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Renan consolida vit�ria na briga pelo Senado

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Brasília ? O assunto ?reeleição dos presidentes da Câmara dos Deputados e do Senado? está politicamente encerrado. Pelo menos nisso o presidente da Câmara, João Paulo Cunha (PT/SP), e o líder do PMDB no Senado, Renan Calheiros (AL) concordam. Ambos avaliam que não há mais ambiente político para discutir a possibilidade de manutenção dos atuais membros da Mesa Diretora. O desfecho do caso dá ao senador alagoano uma vitória expressiva na disputa por espaço político no Congresso Nacional. Derrubar a PEC da reeleição foi o passo decisivo para abrir caminho para a eleição dele mesmo, Renan, à presidência do Senado no ano que vem. A vitória é mais importante ainda por ter sido a disputa no campo do ?adversário? ? a Câmara presidida por João Paulo. Ele e Sarney foram os grandes derrotados por Renan. Apesar de o texto rejeitado na madrugada de ontem ter sido apenas o do substitutivo da comissão especial ? o que levantou a hipótese de nova sessão para votar o texto original do deputado Benedito de Lira (PP/AL) ? a decisão política é de jogar uma pá de cal e esquecer a proposta. ?O assunto está politicamente encerrado. Regimentalmente, estou analisando como dar uma conseqüência ao definido ontem?, disse João Paulo. ?Houve uma decisão política de acabar com isso. Votar o texto original seria o casuísmo do casuísmo. Seria um absurdo que não iríamos aceitar?, completou Renan. João Paulo garantiu que está ?tranqüilo? com o resultado da votação e, num esforço para demonstrar o controle da situação na Câmara, anunciou uma pauta extensa de votações de ?temas importantes para o País? para o início da próxima semana. ?A vida na Câmara continua e as nossas também?, resumiu. De fato, para a próxima semana mais um tema de interesse dos parlamentares tem prioridade na lista de votações: a Emenda Constitucional dos Vereadores. Já aprovada em primeiro turno, a proposta reduz em 1.317 as vagas nas Câmaras Municipais do Nordeste. Se aprovadas as mudanças sugeridas pelos deputados no segundo turno, haverá ainda a mudança nos limites de gastos das cidades com o Poder Legislativo Municipal. A mudança, se aprovada, pode prejudicar quatro cidades nordestinas em especial. Caucaia (CE), Caruaru (PE), Paulista (PE) e Vitória da Conquista (BA) perderão recursos, pois terão os repasses reduzidos de 7% para 5,5%. A perda nominal é de 21% nas receitas, enquanto que para as demais cidades na lista de 20 que mais perdem no País sofrerão um corte de 10%.

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