loading-icon
MIX 98.3
NO AR | MACEIÓ

Mix FM

98.3
sábado, 25/07/2026 | Ano | Nº 6275
Maceió, AL
24° Tempo
Logo Gazeta de Alagoas Logo Gazeta de Alagoas
Home > Política

Política

SEM VOTAÇÃO DO ORÇAMENTO, RECESSO DA ALE É ADIADO

Valor estimado é de R$ 12,5 bi, R$ 3 bi a mais do que este ano; pastas de obras têm mais recursos que assistência social e segurança

Ouvir
Compartilhar
Imagem ilustrativa da imagem SEM VOTAÇÃO DO ORÇAMENTO, RECESSO DA ALE É ADIADO
-

Sem aprovar o orçamento do governo do Estado de R$ 12.626.692.074,00 para 2022, a Assembleia Legislativa não pôde entrar em recesso parlamentar como deveria ter acontecido no último dia 15. O governo também fica impedido de fazer despesas no próximo ano e deverá trabalhar com gastos mínimos, como o que estabelece a Lei de Diretrizes Orçamentária e a Constituição Estadual. O presidente da Comissão de Orçamento do Legislativo, deputado Gilvan Barros Filho (PSD), revelou que a LDO não foi votada ainda porque os deputados fizeram emendas de acréscimos, remanejamentos e cortes financeiros, analisam as contas públicas e os investimentos do governo previstos para o próximo ano. Sem fornecer mais detalhes sobre as modificações, garantiu que a Lei será votada até quinta-feira (23). A bancada da oposição analisa aumentos orçamentários de pastas com obras eleitoreiras, a renúncia fiscal de R$ 7,4 bilhões para setores com faturamento bilionário e condenam o pedido de suplementação orçamentária para pagar a folha do funcionalismo de dezembro. Chama a atenção na previsão de gastos do governo no próximo ano o caso do Gabinete do Vice-Governador, que, no ano passado, teve orçamento de R$ 2.732.017, este ano contou com verba e R$ 2.501.611,00 e no próximo ano estão previstas despesas de R$ 1.690539,00. Detalhe: Alagoas não tem vice-governador desde o ano passado. O ex, Luciano Barbosa (MDB), deixou o cargo perseguido pela família Calheiros, se candidatou nas eleições municipais e se elegeu prefeito de Arapiraca. Hoje, não existe sequer gabinete da Vice-Governadoria. A agência de Modernização de Gestão de processos, que, no ano passado, teve orçamento de R$ 27.215.172,00, este ano sofreu pequena redução para R$ 27.003.774,00 e para o próximo ano nova redução: R$ 22.428.265,00. Essa dotação confirma que um dos setores administrativos mais relevantes perdeu a importância. Outra situação que está sendo analisada é a pasta de Agricultura, Pecuária e Pesca, que, desde 2015, deixou de ser prioridade para a gestão, denunciam os deputados como Cabo Bebeto (PTC). No ano passado, teve o montante de R$ 68.856.496,00; este ano enfrentou redução orçamentária de R$ 55.908.004,00 e, na reta final da gestão, receberá menos, R$ 46.506.260,00. Ainda na linha do desenvolvimento rural, o órgão responsável pela reforma agrária, o Instituto de Terras e Reforma Agrária, no ano passado teve orçamento de R$ 10.275.075,00; este ano caiu para R$ 9.504.118,00 e para o próximo menos dinheiro, R$ 9.301.903,00. A Secretaria de Estado de Assistência e Desenvolvimento Social em ano eleitoreiro segue a tendência tradicional. O orçamento do ano passado somou R$ 56.866.056,00; este ano, com um terço da população em situação de vulnerabilidade social, contou com R$ 49.925.062,00 e para o próximo ano que teremos eleições gerais, a previsão mais que triplicou em relação a 2020. A pasta terá R$ 184.848.326,00. Para a Coordenadoria da Defesa Civil, que enfrenta graves problemas de seca no Sertão, o orçamento do ano passado foi de R$ 10.072.935,00. Neste ano, a queda orçamentária foi brutal R$ 2.989.873,00 e para o próximo ano a pasta do coronel Moisés Melo terá R$ 326.096,00. Para o Instituto do Meio Ambiente (IMA), o orçamento do ano passado foi R$ 11.448.066,00. Este ano, R$ 11.519.686,00 e, no ano que vem, R$ 11.290.036,00. Responsáveis pela execução de obras do governo federal, a maioria inacabadas, a Secretaria de Infraestrutura segue a tendência de queda orçamentária. No ano passado recebeu R$ 213.776.020,00. Este ano, R$ 179.834.11,00 e, no próximo ano, R$ 160.809.931. Para a Secretaria de Estado da Saúde, orçamento bilionário. No ano passado a pasta recebeu R$ 1.493.630.424,00. Este ano, R$ 1.277.286.291,00 e, para o próximo ano, R$ 1.680.224.999,00. Nos bastidores políticos, é voz corrente que o titular da pasta, Alexandre Ayres, é pré-candidato a deputado estadual. Entre os setores mais bem aquinhoados se destacam a Secretaria de Transportes e Desenvolvimento Urbano. A pasta recebeu no ano passado R$ 335.789.478,00. Este ano, R$ 174.386.396,00 e para o próximo ano, mais que triplica: R$ 408.186.934,00. Na mesma esteira, o Departamento de Estradas de Rodagem, que, no ano passado, recebeu R$ 214.610.237,00. Este ano, R$ 195.033.279,00 e para o próximo ano orçamento mais que dobrou, R$ 419.589,535,00. De acordo com os comparativos dos últimos três anos, em 2020 o Estado aplicou o orçamento de R$ 10.086.377.326,00. Este ano, R$ 9.916.425.234,00 e, para o último ano do governo Renan, R$ 12.626.692.074. Deputados, desconfiados, avaliam que o orçamento prevê aumento de arrecadação por causa da inflação, que eleva os preços dos produtos. O deputado Davi Maia (DEM) também “estranhou” o crescimento estimado de receita para o próximo ano, quando o País volta a viver situação inflacionária.

RENÚNCIA FISCAL

A renúncia fiscal elaborada pela equipe econômica do governo de Alagoas de 2020 até 2024 soma R$ 7.427.453.704,00, valor superior à dívida pública líquida, de R$ 7 bilhões, considerada como impagável a curto prazo. O Estado tem alguns dos piores indicadores sociais do País e alega falta de recursos para programas sociais e pagar a folha de dezembro. Mesmo assim, no ano passado, deixou de arrecadar mais de R$ 1 bilhão em Imposto Sobre Circulação de Mercadorias e Serviços de setores e empresas com faturamentos bilionários. Este ano, mais de R$ 1.387.437,552,00. Para o ano que vem, abrirá mão de R$ 1.514.583.516,00 em ICMS. A renúncia continua em 2023, com a perda de R$ 1.654.001.470 e em 2024 chegará a R$ 1.809.901.577. Os números e os setores incentivados estão na LDO que está na Assembleia Legislativa, alguns deputados falam em modificações, mas nenhum parlamentar assume abertamente. O Secretário da Fazenda, George Santoro, confirmou que a renúncia é uma estratégia da guerra fiscal para manter as empresas, gerar mais empregos e baratear custos de produtos e serviços. O Sindicato dos Servidores Públicas e o Núcleo da Auditoria da Dívida Pública discordam da estratégia, cobram audiência pública para discutir o assunto, além de condenarem a renúncia fiscal para beneficiar setores como Atacadistas, Centrais de Distribuição, Prodesin [incluindo indústrias como Braskem, um das maiores produtoras nacionais de soda e cloro], sucroalcooleiro (usineiros) e de medicamentos. Eles fizeram um manifesto condenando a política de isenção do Imposto Sobre Circulação de Mercadorias e Serviços. A renúncia fiscal do próximo ano – R$ 1.514.583.516,00 - é quase o orçamento da Educação, que, se não houver modificação, terá R$ 1.542.450.414,00. O montante da renúncia é também 27 vezes maior que o orçamento da Secretaria de Estado da Assistência Social, que terá recursos de R$ 56.886.056,00 para, em tese, manter programas de assistência a um terço da população em situação de miséria. Se comparado com a previsão Orçamentária da Segurança Pública, que terá R$ 114.858.528,00, a renúncia tributária é 13 vezes maior.

MAIS DINHEIRO

Shorts Youtube
Play
Joalheiria é alvo de assalto em plena luz do dia em Teotônio Vilela

Joalheiria é alvo de assalto em plena luz do dia em Teotônio Vilela

Play
Prefeitura remove embarcações e objetos abandonados na orla da Pajuçara

Prefeitura remove embarcações e objetos abandonados na orla da Pajuçara

Play
Operação prende suspeito de tráfico de drogas em Arapiraca

Operação prende suspeito de tráfico de drogas em Arapiraca

Play
Polícia inicia 6ª fase da Operação Cerco Fechado

Polícia inicia 6ª fase da Operação Cerco Fechado

Play
Ação da Semsc remove embarcações e objetos abandonados na orla da Pajuçara

Ação da Semsc remove embarcações e objetos abandonados na orla da Pajuçara

O pedido do governador para ampliação da margem de abertura de créditos suplementares para até 60% do total da despesa fixada no Orçamento para o exercício de 2021, numa tentativa desesperada para garantir o pagamento da folha de dezembro, repercutiu na sessão de quinta-feira (16) da Assembleia Legislativa. Parlamentares da oposição estranharam a medida, que, segundo eles, mostra o governo desorganizado com as contas.

Relacionadas