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Mesmo preso, prefeito de Satuba tem sal�rio

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ARNALDO FERREIRA O prefeito do pequeno município de Satuba (distante 21 km de Maceió, com 13 mil habitantes e 7.350 eleitores) Adalberon de Moraes (PTB) ? mesmo na cadeia desde junho do ano passado, como acusado de homicídio ? recebe vencimento idêntico ao da prefeita de Maceió Kátia Born (PSB): R$ 6 mil mensais. Cada um dos nove vereadores, para participar de uma única sessão por semana, no horário das 20 às 22 horas, recebe vencimento bruto de R$ 1,6 mil. A revelação foi feita ontem pelo vice-prefeito Zezito Costa (PTB), que está no exercício do cargo há 11 meses. Adalberon teve a prisão preventiva decretada pela Justiça, acusado de ser o mandante do assassinato do assessor parlamentar Jeams Alves dos Santos, emboscado e morto no dia 29 de dezembro de 2002. A vítima, antes de morrer no hospital, apontou o prefeito de Satuba como principal interessado em sua eliminação. Além disso, Adalberon foi indiciado como mandante da execução de uma feirante grávida de três meses, e está processado como autor intelectual do assassinato do professor Paulo Henrique Bandeira, em junho do ano passado. O professor foi queimado vivo dentro do próprio carro, depois de denunciar desvio de recursos da Educação em Satuba. Com relação ao salário do prefeito preso, Zezito Costa explicou que o vencimento foi aprovado pela Câmara e sancionado pelo próprio Adalberon. Hoje, Satuba tem cinco pré-candidatos a prefeito e 60 candidatos as nove vagas de vereador, a maioria atraída pelos salários. ?Sou candidato a prefeito. Mas gostaria de ser candidato a vereador, porque teria mais tempo para minhas atividades?, disse Zezito. O prefeito em exercício aprovou a escolha do município para a eleição simulada do Tribunal Regional Eleitoral (TRE), que servirá também para treinar as tropas federais e o esquema de segurança com policiais, no período de 14 a 16 de junho. ?O clima é tenso. A cidade está dividida, a classe política também, por isso mais segurança é bom?. O advogado do prefeito preso Adalberon de Moraes, Welton Roberto, afirmou que seu cliente tem direito a salário porque a prisão dele foi preventiva e ele continua no cargo. ?Meu cliente só poderia ter ficado preso por 120 dias. Estamos questionando no Supremo Tribunal Federal a ilegalidade de sua prisão. Não há prova concreta contra o prefeito?, acredita Welton Roberto.

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