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NA EDUCAÇÃO, ESTADO ADOTA A TÁTICA DO ‘QUEM QUER DINHEIRO’

Agricultura familiar também é outro setor abandonado pelo governo estadual, que não cumpriu promessa de adquirir a produção

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A Política de Educação ganhou o jocoso slogan de “Política Sílvio Santos - Quem quer dinheiro”, lamentam professores, diretores de escolas, a deputada Jó Pereira que é da Comissão da Educação na Assembleia Legislativa, entre outros deputados. A direção do Sindicato dos Trabalhadores da Educação também condena a estratégia de oferecer dinheiro em forma de bolsa financeira para alunos. “Essa é uma tentativa desesperada de reduzir os elevados índices de analfabetismo e evasão escolar” lamentou o deputado Davi Maia (MDB), ao lembrar que Renan no discurso de posse prometeu priorizar a educação.

A deputada Jó Pereira, professores, Sinteal e técnicos cobram uma política de Estado e o fim da gestão eleitoreira na Educação. Outro setor que fecha o ano com a sensação de abandono é o da agricultura familiar. Passou três anos sem sementes, sem assistência técnica. Em 2019 e 2020, a situação do setor piorou porque o governo prometeu comprar a produção e não o fez. Agora o setor implora para que o governo copie a gestão de 50% dos 102 municípios que estão adquirindo o produto da agricultura familiar para incluir no cardápio da merenda escolar.

Depois de seis anos, o líder do governo na Assembleia, deputado Sílvio Camelo (MDB), revelou que a proposta dos agricultores familiares está em discussão no Palácio do governo. Ele acredita que ano que vem se adotará a estratégia do prefeito de Maceió, JHC (PSB), que utiliza 100% de produtos da agricultura familiar no cardápio da merenda escolar.

Já a reforma agrária prometida pelo governador nas terras de usineiros falidos da Zona da Mata nunca saiu do papel. Mais de sete mil sem terras de dez movimentos agrários, acampados desde 2016 em União dos Palmares, temem ser despejados. “As famílias foram estimuladas a irem para União dos Palmares, cadê a reforma agraria?”, cobram as lideranças rurais, como o presidente da Frente Nacional de Luta pela Reforma Agrária, Marcos Antônio “Marrom” da Silva.

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HOSPITAIS

Nas últimas semanas, Renan Filho destacou a construção de cinco hospitais e Unidades de Pronto Atendimento nos municípios como um dos maiores feitos da gestão dele. No entanto, não revelou que parte dos recursos saiu do Fundo de Combate à Pobreza. Enquanto isso, um terço da população chega ao final do ano desempregada, com fome, na extrema miséria e sem perspectivas para 2022.

Nos hospitais novos, não há reclamação dos pacientes nem dos trabalhadores. Os gestores afirmam que tudo funciona, mas não escondem o medo de como ficará a manutenção de cada unidade hospitalar após o fim da gestão Renan. Cada UPA precisa, hoje, de no mínimo de R$1,5 milhão/mês, e a despesa é dividida com o governo federal, que banca 50%, e os outros 50% são divididos entre estados e municípios. Já a manutenção de um hospital de pequeno porte está orçado em R$ 3,5 milhão/mês, cada um. Por isso, a preocupação é de que em breve venha enfrentar a agonia do Hospital Geral do Estado.

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