Política
UFAL: EXIGÊNCIA DO PASSAPORTE DA VACINA SERÁ AVALIADA POR CONSELHO
Universidade prossegue com aulas online até março para conclusão do período letivo 2021.1
A polêmica entre o Ministério da Educação, que havia determinado que as universidades não cobrassem o “passaporte da vacina”, e o Supremo Tribunal Federal (STF) não atinge a Universidade Federal de Alagoas (Ufal). Segundo o ministro Ricardo Lewandowski, elas têm autonomia para decidir sobre o tema conforme sua respectiva realidade.
Procurada pela Gazeta, a Ufal informou que no momento está em plena continuidade do ano letivo 2021.1, que só será concluído em março, com ensino remoto. Por meio de sua assessoria, o reitor da instituição, Josealdo Tonholo, disse que o tema ainda será discutido pelo Conselho Universitário.
“A Ufal ainda não discutiu essa questão no Conselho Universitário. De todo modo, essa determinação do MEC não afeta a universidade, de imediato, porque estamos no meio do semestre letivo, o 2021.1, ainda no ensino remoto”, ressaltou Tonholo.
Ainda assim, ele também reafirmou sua posição em defesa da vacina como sendo um direito de todo cidadão. Da mesma forma reconhece sua importância como forma de conter o avanço do vírus e, também, o envolvimento dos profissionais do Sistema Único de Saúde (SUS).
“Entendemos que a vacina é um direito de todo cidadão de nós defendemos a vacinação e o sistema nacional de imunização e aqui aproveito para parabenizar a toda equipe do SUS que atuou e continua trabalhando para garantir que a população do estado de Alagoas seja vacinada, conferindo um grau de proteção coletiva”, acrescentou o reitor.
De acordo com o calendário da UFAL, o recesso de fim de ano será encerrado no próximo dia 17 de janeiro. Já o encerramento do atual ano letivo é para o início de março. E, no final do mês será iniciado o segundo semestre de 2021. “O segundo semestre referente ao ano de 2021 começa no final de março de 2022 e, até lá, vamos discutir no Conselho Universitário, instância maior da Universidade, a volta do ensino presencial, seguindo os protocolos sanitários para evitar o contágio da convid-19, e, também, a exigência ou não da vacina na volta às aulas presenciais. Ou seja, essa temática será debatida com a representação da comunidade acadêmica, que é o Consuni”, concluiu Tonholo.