Política
PRESIDENTE NÃO PRECISA DE CIRURGIA, DIZ HOSPITAL
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O Hospital Vila Nova Star, onde Jair Bolsonaro (PL) está internado em São Paulo, descartou a necessidade de uma cirurgia e informou, nesta terça-feira (4), que a obstrução no intestino do presidente se desfez. Bolsonaro segue, contudo, sem previsão de alta. Segundo boletim divulgado no começo da noite, o presidente evoluiu com boa aceitação da dieta líquida durante o dia, e a sonda nasogástrica foi retirada.
“O trato digestivo do paciente mostra sinais de recuperação.” ?Bolsonaro foi internado com obstrução intestinal na madrugada de segunda (3), interrompendo suas férias no litoral de Santa Catarina após ter sentido dores abdominais. Nas redes sociais, a primeira-dama, Michelle Bolsonaro, publicou uma foto de Bolsonaro caminhando nesta terça. O presidente e seus seguranças não usavam máscaras.
Pela manhã, o médico responsável pelo tratamento intestinal de Bolsonaro desde a facada sofrida em 2018, Antônio Luiz Macedo, descartou, por enquanto, a possibilidade de uma cirurgia, segundo a coluna Mônica Bergamo. Bolsonaro respondeu ao tratamento conservador, o que afastou a possibilidade de intervenção neste momento. O presidente começou a receber antibióticos e alimentação por meio de sonda nasogástrica, hidratação e reposição de glicose e eletrólitos (especialmente sódio e potássio) para que seu intestino voltasse a funcionar.
Em entrevista à CNN nesta terça, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), filho mais velho do presidente, afirmou que Bolsonaro pode ter alta em breve. “Ele, a qualquer momento, pode sim ter uma liberação por parte da equipe médica”, disse.
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Segundo Flávio, o presidente está bem-disposto. O senador, no entanto, chamou de “idiotice sem tamanho” a tese de que a facada não ocorreu e afirmou que Bolsonaro terá que conviver com as consequências do atentado para toda a vida.
“Ele tem que ter uma restrição alimentar permanente. É uma rotina de alimentação difícil de cumprir na vida pública. [...] É uma coisa que a gente vai conviver permanentemente. Ele não pode se dar ao luxo de fazer muitas coisas que ele gostaria de fazer com tanta frequência”, disse Flávio, mencionando que o pai gosta de comer pastel, pizza e churrasco.
“Quando ele está no Palácio do Planalto, em dia de trabalho, ele consegue comer bem e ter os horários certos. Agora quando não está, como aconteceu agora, ele está suscetível a que isso aconteça”, completou. A avaliação sobre a necessidade de cirurgia dependia da chegada de Macedo ao hospital. O médico estava de férias nas Bahamas e voltou para São Paulo na madrugada desta terça.
Segundo o cirurgião, um avião providenciado pelo hospital fez seu transporte -o Vila Nova Star não respondeu se repassará os custos à Presidência da República. A reportagem fez um orçamento de voo fretado das Bahamas a São Paulo com duas empresas e obteve custos de R$ 340 mil e R$ 680 mil. A internação ocorre em meio ao desgaste do presidente após uma série de críticas por não ter interrompido as férias diante das enchentes na Bahia. Bolsonaro seguiu com passeios de turismo em Santa Catarina e não sobrevoou as áreas atingidas.