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Prefeito e vice-governador v�o �s �reas mais atingidas

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ARNALDO FERREIRA MARCOS RODRIGUES O temporal que desabou sobre Maceió desde a noite de segunda-feira provocou, ontem, seu momento mais trágico para as famílias pobres. Nos 17 pontos de deslizamento, morte e destruição. A situação levou o prefeito em exercício Alberto Sexta-Feira a decretar, no final da tarde, estado de calamidade pública. A decisão foi anunciada diante dos integrantes a Comissão de Defesa Civil do Estado. ?Estamos oficializando o decreto, juntamente com o governo do Estado. O significado deste decreto envolve, entre outras coisas, a agilização da liberação de recursos federais para socorro às vítimas?, disse o prefeito Alberto Sexta-Feira. Apoio Durante o anúncio, Sexta-Feira estava acompanhado de parte dos secretários da prefeitura municipal e representantes do governo estadual. Coube ao governador em exercício, Luis Abílio (PSB) a leitura das previsões meteorológicas. ?Segundo os dados colhidos no Departamento de Meteorologia da Universidade Federal, o volume pluviométrico foi acima do normal e pode se estender a até a próxima sexta-feira?, argumentou. Essa explicação de dados sobre o tempo passou a ser a versão oficial para os estragos provocados pelas chuvas. ?Um volume de chuvas como esse que atingiu Maceió, nenhuma cidade conseguiria suportar?, argumentava o prefeito, ao chegar de uma das áreas atingidas. Política O prefeito Sexta-Feira, ao ser questionado sobre a possibilidade de os pré-candidatos da oposição utilizarem as imagens do ?caos? da periferia para atacá-lo, disse que não acredita que isso possa acontecer. ?Não é possível que as imagens fortes dessa tragédia venham a ser usadas para fins políticos e eleitorais?, disse. Sobre as condições de moradia dos atingidos pelas chuvas, que não foram beneficiados por nenhum programa habitacional popular, lembrou que o município pode ser incluído no Plano Social Habitacional (PSH) do governo federal. ?Mas o problema maior é ocupação desordenada das barreiras. É o descontrole urbano que atinge o País. Hoje mesmo, tive a chance de encontrar entre as vítimas famílias provenientes do município de Garanhuns, em Pernambuco?, afirmou. O governador Luis Abílio foi mais enfático na crítica e condenou quem possa explorar politicamente a tragédia das chuvas. ?Não acredito que alguém use uma imagem tão triste como essa para se beneficiar. Esse é um problema de décadas, que passou, inclusive, pela oposição?, avaliou. No início da tarde, o prefeito Alberto Sexta-Feira, junto com o comandante do Corpo de Bombeiros e o secretário de Justiça e de Defesa Social, Robervaldo Davino, visitaram alguns dos locais mais castigados. A área que mais impressionou as autoridades foi a favela de Ouro Preto, onde um muro deslizou por uma barreira de 10 metros e matou seis pessoas, quatro delas irmãos, o mais velho com apenas seis anos. ?As vítimas desta chuva vão ser assistidas pela prefeitura?, prometeu Sexta-Feira.

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