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MPAL PEDE À PM INVESTIGAÇÃO SOBRE DENÚNCIA DE ABUSO DE AUTORIDADE CONTRA GARI

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Imagem ilustrativa da imagem MPAL PEDE À PM INVESTIGAÇÃO SOBRE DENÚNCIA DE ABUSO DE AUTORIDADE CONTRA GARI
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O promotor Magno Alexandre Moura, integrante da 62ª Promotoria de Justiça da Capital, enviou um ofício à Corregedoria Geral da Polícia Militar de Alagoas no qual cobra a abertura de investigação sobre a denúncia de suposto abuso de autoridade praticado por uma guarnição da Rotam [Rondas Ostensivas Táticas Motorizadas] contra o gari Walquides Santos da Silva. O membro do Ministério do Público de Alagoas (MPAL), com atuação no controle externo da atividade policial e tutela da segurança pública, instaurou uma notícia de fato para apurar, no âmbito do órgão, as informações que foram publicadas na imprensa envolvendo Walquides, conhecido entre os parentes como ‘Everton’. Os relatos dão conta de que, no último dia 13, policiais militares da Rotam fizeram abordagens na região da Vila Emater, no bairro de Jacarecica, sob a alegação de que estavam checando informes sobre prática de tráfico de drogas. Segundo detalhes revelados pela PM, no local da operação aconteceu uma troca de tiros com prováveis suspeitos. A polícia aponta o gari como um deles. Everton foi atingido por disparos, no suposto confronto, sendo socorrido para a UPA do Jacintinho e, em seguida, para o Hospital Geral do Estado (HGE).

A família alega que o gari foi preso injustamente e que a versão da PM é falsa, inclusive quanto à suposta troca de tiros, que não teria acontecido. Os parentes dizem que os policiais chegaram atirando na comunidade e Walquides correu para se proteger, sendo confundido como um bandido.

O gari continua internado no HGE e algemado. Segundo familiares, os policiais não prestaram socorro e a vítima foi levada ao HGE por vizinhos. Everton passou por cirurgia e, apesar de ter testado positivo para Covid-19, segue estável. No começo desta semana, os parentes fizeram um protesto, em Jacarecica, para denunciar o que classificam como sendo um caso de perseguição, racismo e homofobia. Eles querem provar a inocência do gari, que foi autuado em flagrante por tentativa de homicídio, porte ilegal de arma de fogo e tráfico de drogas.

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