Política
Governador fala da oposi��o: N�o tenho controle da chuva
O governador Ronaldo Lessa suspendeu, ontem, todas as discussões políticas sobre as eleições municipais na capital e no interior do Estado. Para os que ?pretendem explorar a tragédia que provocou mortes e desabrigados?, avisou: ?Eu não tenho controle sobre o tempo, nem sobre São Pedro e muito menos sobre quantidade de chuvas. Culpar a prefeita Kátia Born, o prefeito Alberto SextaFeira ou o governo estadual pelo que ocorreu em Maceió será uma crítica injusta. Não acredito que a oposição, neste instante, vá fazer uma coisa dessas?. Considerou que as chuvas não provam que houve ?nenhuma irresponsabilidade ou prevaricação. A gente tem tentado, na medida do possível, resolver os problemas mais graves do Estado?. O governador disse, ainda, que sua administração tem conselhos deliberativos que o ajudam a ?tomar decisões sobre as principais reivindicações da sociedade?. Movimentos sindicais Além dos estragos causados pela chuva, o governador Ronaldo Lessa reconheceu, ontem, durante entrevista coletiva no Palácio Floriano Peixoto, que tem outro sério problema para resolver: o reajuste salarial de categorias de servidores que ameaçam paralisar as atividades. Policiais civis, professores e servidores da Saúde prometem radicalizar a partir de segunda-feira e já falam em greve geral do funcionalismo estadual. ?Vou enfrentar a discussão salarial com a mesma naturalidade que fazia quando estava do lado de lá [na militância do movimento do Sindicato dos Engenheiros]?, disse o governador. ?É preciso que nossos funcionários saibam que o Estado tem que atender os 2 milhões e 800 mil habitantes. Imaginem se eu estivesse pagando salários magníficos aos nossos servidores, diante de uma população miserável, faminta e sem dinheiro para nada. Nós vamos pagar reajuste dentro das nossas possibilidades e de acordo com a realidade econômica do Estado?, disse Lessa. Ele criticou ?posições corporativistas de algumas categorias?, mas não definiu quando vai receber os setores que reivindicam reajuste. Os policiais civis, por exemplo, prometem parar na segunda-feira se não conseguirem negociar uma reposição salarial de 75%. O secretário- geral de governo, Wellington Mello, está tentando agendar um encontro entre o governador e a direção do Sindicato dos Policiais Civis. (AF)